sábado, 26 de fevereiro de 2011

Hipocrisia pura.

Caríssimos seguidores e leitores, já me cansei deste papo do Amarildo de nepotismo, por isso resolvi escrever este último texto e depois pretendo não mais escrever sobre isso. Para mim este é um texto definitivo, de onde vocês poderão extrair duas coisas: primeiro o que realmente eu penso sobre este assunto e segundo o caráter deste que acusa a administração de ser nepotista.

Acho que o caminho correto de ocupar cargos públicos onde se tem a necessidade de técnicos é através de concurso público. Já os cargos comissionados e de confiança devem ser ocupados por pessoas da extrema confiança da autoridade nomeante, não importando se irmão, irmã, pai, mãe, compadre, amigo ou colega, ou então devido a acordos políticos entregar o comando de certas áreas a grupos ou apoiadores.

Acho que a interpretação dada à Constituição Federal (CF) pela Súmula nº. 13 do STF, que trata do nepotismo, fere à própria CF em seu Art. 5º, inciso XIII, que prevê a liberdade de qualquer cidadão brasileiro exercer qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações que a lei estabelecer, além da própria condição de igualdade entre os cidadãos brasileiros. Além disso, fere também o Art. 3º, inciso IV, que estabelece como um dos objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Mirando agora somente a súmula do STF, ela é clara quando diz que o nepotismo se caracteriza por nomeação de parentes da própria autoridade nomeante, portanto, como em Bicas a autoridade nomeante é o Prefeito Municipal, somente parentes do Prefeito Honório estão impedidos de assumir cargos comissionados, não estando impedidos, porém de assumir cargos em confiança. Simples assim.

Mas, o “paladino da moralidade” acha que está havendo uma avalanche de nomeações erradas. Agora vou mostrar para vocês até onde a hipocrisia pode chegar. Como vocês viram no início deste texto, deixei claro o que penso sobre o assunto, mas vou analisar as atitudes do ex-vereador e vice-prefeito Amarildo Mayrink sob sua própria ótica.

Em 2005, início do Governo Honório, Amarildo assumiu a Secretaria de Assistência Social, e ficou menos de três meses no cargo, isso porque o Siri foi à Tribuna da Câmara Municipal acusá-lo de estar ilicitamente ocupando a função de Secretário e Vice-prefeito e ainda ocupando função pública na Flumitrens no Rio de Janeiro, recebendo salários tanto como Vice-prefeito como funcionário da empresa pública. Cheguei a falar com ele que não saísse, que aguardasse o resultado do processo interno na empresa que discutia o assunto. Mesmo assim ele decidiu sair, imagino eu que, seguindo sua consciência, ele percebeu que estava cometendo algo muito errado.

Mesmo assim, antes de sair da Secretaria ele teve chance de escolher a Assistente Social que queria para trabalhar consigo e também uma funcionária para um programa. Aí, em sua visão, não na minha repito, ele cometeu uma imoralidade, contratou uma prima sua para ocupar a função. Agora ele se apega na lei para dizer que ela é parente colateral, de 5º grau, por afinidade e blá, blá, blá.... Não importa a lei, importa a moral, como ele mesmo gosta de perguntar onde fica a impessoalidade? Será que ele achou que a Secretaria virou o quintal de sua casa?

Não satisfeito com isso, ele me ligou no dia em que resolveu que iria deixar a Secretaria e me disse assim, lembro como se fosse hoje: “Loro, tomei uma decisão, vou deixar a Secretaria e colocar a Leila para o meu lugar.” Opa, opa! O que é isso companheiro? Você, vice-prefeito, vai colocar sua esposa num cargo público? Você não acha isso imoral? Agora está achando que a Secretaria é sua casa e não seu quintal? Mais uma vez pergunto, onde fica a impessoalidade?

No final do primeiro mandato do Honório ele fez outra tentativa de colocar sua esposa na Secretaria e mais uma vez não teve sucesso. Mas em 2006 ele arrumou uma vaga de assessora parlamentar para sua esposa no Gabinete de um Deputado Federal. Isso é moral? Usar de um cargo político para “encaixar” a esposa num outro cargo público?

Vamos e convenhamos, é muita cara de pau, não é? Pior que isso tudo foi usar a Tribuna da Câmara num ano pré-eleitoral e apenas um mês depois de sua esposa ter sido exonerada do cargo, “indignado” com as coisas erradas que acontecem na Prefeitura. Isso aí tem dois nomes: FISIOLOGISMO E HIPOCRISIA.

Traduzindo:

HIPOCRISIA: s.f. Vício que consiste em aparentar uma virtude, um sentimento que não se tem. / Fingimento, falsidade.

FISIOLOGISMO: s.m. Bras. Prática política voltada para o interesse e proveito personalizados do praticante.

Bem amigos, como disse antes, espero não mais abordar este assunto aqui, esta falsa moral me dá nojo. Acho que antes de apontar seu dedo na direção de alguém você precisa olhar o seu próprio passado político.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Conforme o prometido...




Estou publicando trechos do documento entregue ao Prefeito, pelo então Vice-prefeito Amarildo Mayrink, indicando sua esposa para ocupar uma Secretaria na sua administração.
Mas esta não foi a única vez que ele indicou sua esposa para ocupar cargo público. Em 2005 ou 2006, não me lembro bem o ano, o então Deputado Federal Vadinho Baião procurou o Amarildo para que fosse indicada uma pessoa do PT de Bicas para assessorar o mandato dele na nossa região. Cargo remunerado pelo Gabinete do Deputado. Ganha um doce quem adivinhar quem foi indicada pelo Amarildo..... pense bem...... pense bem......
Ora, não é que foi a sua esposa. Não foi tão difícil assim não é?
Este é o homem que quer passar como "paladino da moralidade".
Obs.: Para melhor visualizar os recortes, basta clicar em cima deles.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

O fim do companheirismo

Caros seguidores e leitores que acompanham aqui neste espaço, faço através deste texto um esclarecimento sobre os fatos que acabaram com minha relação de íntima amizade, e não só de companheirismo, com o ex-vereador e vice-prefeito Amarildo Mayrink.

O que me leva a expor aqui os acontecimentos foi a atitude dele de usar a Tribuna Livre da Câmara para, segundo ele, denunciar graves irregularidades na administração municipal, alegando haver favorecimentos pessoais e prática de nepotismo dentro da mesma.

Inicialmente quero dizer que discordo frontalmente da discriminação na qual se constitui a questão do nepotismo, que segrega pessoas porque estas são parentes de detentores de cargos eletivos ou de confiança. Acho que acima de tudo deve estar a competência do indivíduo para realizar uma tarefa e não seu grau de parentesco com “A” ou “B”.

É preciso também deixar claro que sou favorável à realização de concurso público para a ocupação de função ou cargo público, porém, a que se ressaltar que às vezes não é possível realizá-los e também que muitas vezes, por acomodação devido à estabilidade, o servidor efetivo rende infinitamente menos em suas funções do que o servidor contratado.

Voltando ao assunto principal, nossos desentendimentos tiveram início depois da reeleição do Honório, quando começamos a discutir a montagem do novo Governo. Enquanto eu defendia a manutenção do Thiago Marciano na Secretaria de Assistência Social, o Vice-prefeito ainda em exercício defendia o nome de sua esposa Leila Mayrink para ocupar o cargo. Esta disputa é sempre natural na montagem de um Governo, em qualquer lugar a disputa é parecida, porém, ela tomou ares de imposição e falsidade quando Amarildo apresentou um documento em papel timbrado do PT, como se fosse uma correspondência oficial do partido, indicando o nome de sua esposa para ocupar a secretaria. Detalhe: ele ainda era o Vice-prefeito em exercício do mandato. Fica aí a pergunta: será que ele quis usar de seu prestígio e proximidade com o Prefeito Honório para emplacar o nome de sua esposa? Segundo o entendimento dele, isso poderia ser considerado nepotismo?

O documento afirmava ainda ter havido uma reunião do partido onde se decidiu pela indicação de sua esposa. Pergunto outra vez: que reunião do partido é essa onde os membros da Executiva sequer foram convidados a participar? Nem eu (Presidente à época), nem o Thiago (Vice-presidente), nem o Altair Lopes (Secretário de Finanças) e nem o Almir Lopes (Secretário de Formação Política) tomamos conhecimento desta reunião. Como pode então o PT tomar uma decisão desta forma?

Apurando os fatos, procuramos duas das pessoas que teriam comparecido à reunião. Uma delas disse que estava em casa fazendo o almoço quando o Amarildo lhe procurou informando que havia sido tomada uma decisão e era para ela assinar o documento. Esta pessoa inclusive se indignou quando soube da farsa. Detalhe: é parente dele. A outra pessoa narrou fato parecido, mas disse que estava no trabalho quando ele a procurou. Conclusão: a reunião não aconteceu, ele apresentou um documento mentiroso e induziu algumas pessoas a assiná-lo.

Tudo bem, atitude tomada, resposta imediata. Assim que o Honório me mostrou o documento disse a ele que aquilo era falso, mas que de qualquer forma deveríamos considerar a opinião de alguns dos companheiros, sendo assim indiquei ao Prefeito a manutenção do Thiago Marciano na Secretaria de Assistência Social, tendo ainda o apoio dos companheiros Almir Lopes, Léa Castro e Maurílio Muniz, e também do Presidente do PR à época e vereador eleito como eu, Fernando do Joca. O Prefeito então decidiu pela manutenção do Thiago. Detalhe: Thiago não é meu parente, nem em décimo grau. Ali então decretou-se o distanciamento.

Quando vieram as eleições internas do PT o quadro se agravou um pouco mais. Numa reunião da Executiva do PT, lavrada em ata e assinada pelos membros presentes, convidei o Amarildo para participar da chapa que estávamos montando. A resposta dele foi negativa. Disse que não queria mais participar da direção partidária. Porém, alguns dias depois, tomei conhecimento que ele vinha convidando pessoas para montar outra chapa para concorrer. Tudo bem, sem problemas, é legítimo concorrer. Tem uma coisa no PT que respeitamos acima de tudo, a democracia interna. Só não entendi o porquê guardar segredo, fazer às escondidas. Convidei o Jaílson para fazer parte da chapa e ele me disse que o Amarildo já o tinha convidado. Assim como o Modesto e o Leandro Coelho.

Faltando uma semana para o encerramento do prazo para inscrição de chapas, o Jaílson me procurou propondo um acordo para lançamento de uma chapa única. Disse a ele que procuraria o Amarildo e assim o fiz. Conversei antes com a Léa, que era a candidata da nossa chapa, e ela topou abrir mão da candidatura em nome da unidade do PT. Procurei o Amarildo e fiz a ele a proposta, unificaríamos as chapas, a Léa retiraria a candidatura e ele seria o candidato único à Presidência do PT. Ele me disse que ia pensar e me daria uma resposta. Ele procurou você?....Nem a mim. Depois disso também não teve coragem de lançar sua chapa.

Em suma, falta a ele saber conviver com as derrotas políticas, elas acontecem, são inevitáveis, mais cedo ou mais tarde você vai ser derrotado politicamente. Temos que saber que outras lideranças surgem, temos que aceitar que num momento somos reis e no outro podemos voltar a ser súditos. Temos que ter humildade acima de tudo.

Agora, depois que usufruiu das benesses do poder por longos seis anos, de repente, a corrupção moral se instalou na Prefeitura, o nepotismo impera, pessoas são favorecidas imoral e ilegalmente e tudo está errado? Vou dizer uma coisa para vocês, caros seguidores e leitores, eu teria vergonha de fazer um papelão destes. Depois de seis anos calado, fazer barulho um mês depois da exoneração de sua esposa. Pior é que ainda diz que tem vergonha na cara.

Como sei que este assunto ainda vai repercutir um bom tempo vou ficando por aqui. Outro dia a gente conversa mais um pouco.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ilegal, e daí!?


No centro da cidade, às duas e meia da tarde, debaixo da placa que indica que é proibido parar e estacionar. É muita cara de pau, não é?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Ilegal, e daí!?



Vejam estas fotos, tiradas na Rua Joaquim Fernandes Alhadas no mesmo horário. Segundo consta os veículos são de uma única pessoa. E ainda tem o monte de areia impedindo a passagem .

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ilegal, e daí!?


A coluna do jornalista Ancelmo Gois no jornal O globo, trás semanalmente fotos enviadas por leitores de irregularidades cometidas na cidade do Rio de Janeiro, tanto por pessoas físicas quanto jurídicas, de direito público ou privado.

Inspirado nesta coluna é que promovo aqui um plágio da idéia do jornalista, abrindo este espaço para que as pessoas enviem por e-mail fotos de irregularidades cometidas dentro da nossa cidade.

A melhor foto do mês será escolhida através de enquete realizada no mês seguinte e estará concorrendo a um prêmio no final do ano, que ainda será definido. Todas as fotos devem ser enviadas ao meu e-mail (aloysiobb@hotmail.com) e vir acompanhadas do nome, telefone e endereço do remetente.

Para inaugurar o tópico, vai aí uma foto do carro da Receita Estadual, estacionado na vaga exclusiva para deficientes físicos em frente ao prédio da Prefeitura Municipal.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

VOLTA A DISCUSSÃO SOBRE OS CARROS DE PROPAGANDA VOLANTE

É isso mesmo que vocês estão lendo. Depois de a Câmara ter aprovado a nova lei que regulamenta o uso de propaganda volante, assunto esse debatido em audiências públicas e alvo de pesquisa de opinião para embasar a decisão dos vereadores, eis que a matéria volta a ser discutida em plenário.

Relembrando o assunto, em abril de 2009 apresentei um projeto de lei que pretendia proibir definitivamente este tipo de propaganda em Bicas. Depois de muita discussão e uma audiência pública decidi solicitar a retirada do projeto, que fatalmente seria reprovado pelos demais vereadores, bastando para isso observar suas posições durante as discussões sobre o mesmo.

Logo em seguida foi apresentado um novo projeto que foi amplamente discutido, inclusive em duas audiências públicas sobre o tema, e que finalmente culminou com a sanção e promulgação, em 9 de julho de 2010, da Lei Municipal 1.508/2010.

Cabe ressaltar ainda, que antes desta nova lei ser aprovada já existia outra lei, que embora restringisse os horários para realização de propaganda volante, jamais foi respeitada pelos exploradores do serviço. Pois bem, depois de aprovada a nova lei, continuamos a vê-la sendo desrespeitada sistematicamente por todos os exploradores legais e também pelos ilegais, indistintamente.

Agora, quase 7 meses após a aprovação da lei, surge um levante dos exploradores do serviço (Carlos da Casson, Willian e outros). Isso porque a Polícia Militar começou a cobrar que eles cumpram a lei. Enquanto o Fiscal de Posturas da Prefeitura exerceu a fiscalização sozinho ninguém tinha receio de descumprir a lei, desfaziam do trabalho do fiscal e ainda caçoavam dele. Em novembro do ano passado, antes da aprovação do Orçamento/2011, conversei em particular com o Comandante da PM de Bicas, Tenente Rualemberg, e este se dispôs a ajudar na fiscalização. Quando a PM começou a agir os empresários finalmente se deram conta de que eles cometiam ilegalidades constantemente.

Agora começaram a pressionar os vereadores para que estes proponham a alteração da lei. Discordo frontalmente, a lei foi amplamente debatida e a pesquisa de opinião pública feita pela Câmara mostrou que 50% da população não gosta deste tipo de propaganda porque ela é invasiva. Vou utilizar de um exemplo dado pelo Carlos no programa Boca no Trombone de hoje. Uma senhora da Rua Miquelina ligou para o programa para reclamar de um vizinho, cujos galhos das árvores do quintal invadem o espaço aéreo de sua residência. O Carlos disse à senhora o seguinte: “Você pode cortar os galhos, seu vizinho não tem o direito de invadir seu espaço.” Concordo em gênero, número e grau Carlos, então por que vocês acham que podem invadir nossa residência com o som de suas propagandas.

PORTANTO, ATENÇÃO AMIGOS! Vocês que sempre se manifestam comigo contra este tipo de propaganda barulhenta e irritante. Temos que nos mobilizar porque estão querendo reabrir as discussões para conceder mais liberdade às empresas que fazem propaganda volante. Enviem e-mail’s para os vereadores através do site da Câmara com cópia para cmbicas@powerline.com.br e para o meu e-mail aloysiobb@hotmail.com