segunda-feira, 25 de abril de 2011

Emprego. Qual a verdadeira situação?

Esta discussão é muito antiga, será que realmente falta emprego em Bicas? Será que falta mão-de-obra qualificada? Ou será que falta gente com vontade de trabalhar?

Acho que de tudo tem um pouco, mas o problema maior é exatamente esse em minha opinião, o “acho”. Depois de quatro anos à frente da Secretaria de Assistência Social, do TRABALHO e da Habitação, não poderia ainda “achar” nada com relação a este tema, deveria ter um diagnóstico claro sobre o assunto, porém, infelizmente, contra a minha vontade e a do atual Secretário, não pudemos realizar um diagnóstico social que nos mostrasse claramente a situação do trabalho em nossa cidade.

Não vou me prender aqui aos motivos que impediram a realização deste diagnóstico que foram muitos. Da má vontade de alguns ex-secretários em realizar uma ação conjunta à não autorização do Prefeito em realizar gasto com recursos próprios, vários foram os motivos que travaram o processo. O fato é que ninguém sabe ainda o que aflige a nossa população em termos de trabalho.

Alguns batem na tecla insistentemente que falta emprego, eu particularmente acho que não. Creio que o que mais precisamos é de qualificar nossa mão-de-obra, prova disso é a escassez de pedreiros, serventes, eletricistas e encanadores em Bicas, isso só nos prendendo à construção civil. E as confecções? Que são diversas hoje. Todas elas precisam de funcionários, mas cadê a mão-de-obra qualificada?

E de quem é a culpa por não termos esta mão-de-obra? É nossa, e quando digo nossa me refiro a toda a população. Da administração pública ao empresário, do desempregado ao estudante. É uma culpa conjunta onde todos são responsáveis. Gosto de citar exemplos do que digo. No ano passado estive em várias confecções investigando denúncias dos empresários de abuso de emissão de atestados médicos. Em todas elas, quando perguntei se estavam precisando de funcionários, a resposta foi positiva. Em cerca de 20 visitas localizei cerca de 30 postos de trabalho. Em compensação, a Secretaria de Assistência Social abriu um curso de qualificação para confecção e penou para preencher 20 das 25 vagas disponíveis.

E mais, em 2006 quando procurei empresários para ceder um espaço para qualificar mão-de-obra para esta área não obtive respaldo, ou seja, o maior interessado na mão-de-obra qualificada não se preocupou em formar uma parceria para aumentar a oferta destes profissionais.

Outro problema recorrente que sabemos que acontece é a contratação de funcionários que estão recebendo seguro-desemprego. Num primeiro momento todos acham que estão “levando vantagem”, o empresário e o trabalhador. Mas na verdade estamos criando um vício ilegal que acaba por prejudicar a todos. Hoje é muito comum vermos trabalhadores ficar numa empresa seis meses e logo entrar num acordo com o empresário para ser demitido e passar seis meses recebendo o seguro, muitas vezes trabalhando em outro emprego sem carteira assinada.

Em resumo, são vários os problemas que envolvem a relação do trabalho em Bicas, mas como disse antes eu “acho”, e só “acho”, que temos o emprego e temos o material humano, só falta casar duas coisas.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Festa na rua? Por que não?

Amigos leitores e seguidores, agora venho abordar um assunto que está em debate em nossa cidade devido a um abaixo-assinado solicitando o fechamento de uma das ruas de Bicas, a Barão de Catas Altas. Mais precisamente em frente ao Bar e Lanchonete Água de Coco, onde algumas vezes o Manoel promove eventos culturais sem nenhum tipo de cobrança de taxas, voltados para o divertimento da população, principalmente a de renda mais baixa, público principal do seu estabelecimento.

Quero deixar clara a minha posição sobre este assunto, sou totalmente favorável ao fechamento, não vejo problema no Prefeito autorizar o desvio do trânsito, principalmente aos domingos, dia de pouquíssimo movimento, e o dia preferido pelo Água de Coco que é hoje o único bar que promove este tipo de evento, sem cobrar entrada e sem nenhum tipo de discriminação social. São eventos populares, abertos a todos, democráticos e plurais.

Muitas pessoas maldosas se referem ao bar com preconceito e insinuam o possível comércio de drogas no local. Sei muito bem o que é isso, sofri na pele preconceito parecido quando era dono do Chora Morena. Digo a todos que me questionam e disse em juízo, quando testemunhei em seu favor, que lá é um ambiente familiar, onde trabalha o Manoel e sua família. Sua esposa Adriana, pessoa de fino trato, e todos os seus filhos, muito bem educados e atenciosos. Faço esta defesa por freqüentar o local e ser conhecedor do esforço do Manoel e sua família para manter o comércio aberto, trabalhando dia e noite sem descanso.

Voltando ao assunto principal, o Prefeito Honório vinha liberando a contra gosto o fechamento da rua a meu pedido. Todos os eventos que vinham sendo realizados necessitavam da minha interferência para que a segurança das pessoas e seu divertimento GRATUITO fosse garantido. Friso gratuito mas é necessário ressaltar que, além disso, o custo para o município é zero.

Na quarta-feira, dia 06 de abril, em reunião na Câmara Municipal, o Prefeito Honório nos disse que não adiantaria mais solicitarmos o fechamento das ruas principais da cidade pois ele não autorizaria. Disse que a Prefeitura está respondendo processos por causa destes fechamentos e que não queria mais autorizar isso. Disse que de nada adiantariam requerimentos solicitando esta autorização, que era o procedimento que eu vinha adotando.

Na mesma hora eu disse que concordava com a atitude, desde que fosse para todos e não só para o bar Água de Coco, senão passaria a impressão de estar havendo uma perseguição política. E o que pudemos perceber desde então? Na sexta e sábado seguintes, e salvo engano no domingo também, a Igreja Batista realizou comemoração de seus 50 anos e a Prefeitura autorizou o fechamento da Rua Arthur Bernardes (Rua do Bonde). Já nesta semana acompanharemos a realização das comemorações da Semana Santa, sendo o trânsito impedido em diversas ruas da cidade. E isso é só o começo, afinal de contas como não fechar as ruas centrais no desfile de sete de setembro e nos desfiles de carnaval? Portanto, acho que como alguns vão continuar podendo contar com a compreensão do Poder Público, os outros também deveriam ser vistos e tratados com a mesma atenção. Não se pode ter dois pesos e duas medidas para tratar do mesmo assunto.

Detalhe: os processos aos quais se referiu o Prefeito são por causa de motoristas que atropelaram aqueles “gelos baianos”, que são colocados pela Prefeitura para impedir o trânsito ou dividir ruas. Acho que as pessoas não podem ser penalizadas pela imperícia e imprudência dos motoristas ou a irresponsabilidade da administração, pois é isso que estes processos vão provar. Se a Prefeitura tiver que ressarcir o prejuízo dos motoristas, estará provado que a administração foi irresponsável ao fazer o desvio do trânsito com blocos de concreto de difícil visibilidade e sinalizando mal o entorno das intervenções. Se os motoristas perderem as ações, ficará provado que eles são os únicos culpados pelos incidentes que resultaram em seu próprio prejuízo. Portanto eu pergunto: o que as entidades ou os donos de estabelecimentos comerciais que solicitam o fechamento das ruas com o desvio do trânsito têm a ver com isso? Podem ser eles penalizados pelos erros dos outros?

Fiz todas estas considerações por defender que as pessoas, devidamente autorizadas pelas autoridades constituídas, possam fechar as ruas quando necessário, independente de quem sejam e de onde for realizado o fechamento.

Terminando por aqui deixo a enquete ao lado para que possamos saber a sua opinião sobre o assunto.

Detalhe: fui o primeiro a assinar o abaixo-assinado.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Problemas com lixo e entulho.

Caros seguidores e leitores, hoje vou abordar um tema delicadíssimo, a limpeza urbana. Delicadíssimo devido à visão turva, em minha opinião, que a atual administração de Bicas tem sobre a prestação deste serviço.

Não é de hoje que discutimos esta questão. A administração acha que deve retirar todo e qualquer lixo das ruas da cidade, seja ele qual for. Já eu, penso da mesma forma que a lei determina, a administração tem a obrigação de dar destinação ao lixo doméstico, produzido nas casas das famílias que pagam uma taxa para o recolhimento deste tipo de lixo. Até porque o lixo doméstico toda e qualquer pessoa ou família produz, diariamente.

Já o lixo que vem de rejeitos de construção e de podas de árvores e arbustos não é obrigação da Prefeitura recolher, até porque ele é eventual e nem todos os cidadãos do município o produzem, não sendo abrangido, portanto, pela taxa de lixo. Para o recolhimento deste tipo de lixo, o cidadão deve se dirigir à Prefeitura, recolher uma taxa específica e depois disso a Secretaria de Obras terá dois dias para recolhê-lo. Este é o procedimento adequado e correto e com o qual eu concordo.

Já a administração acha que tem que recolher este lixo, porém, não se dá conta de que ela não consegue executar o serviço a contento e, pior que isso, esta prática leva a população a acreditar que a Prefeitura tem a obrigação de recolher este lixo, o que faz com que o descarte aconteça de forma desordenada e intensa. É costume em alguns lugares este lixo ficar por dias impedindo a passagem de pedestres nas calçadas, só vindo a ser recolhido depois de alguma reclamação de cidadãos. Pior que isso é que muitas vezes, imediatamente após este recolhimento, o cidadão mal informado que havia depositado este lixo na rua antes, volta a colocar entulhos e rejeitos na rua.

Sei que algumas pessoas podem achar que estou querendo atingir alguém ou até mesmo a administração de alguma forma. Isso não é verdade. Estou simplesmente expondo meu ponto de vista sobre o assunto, e deixando claro meu descontentamento e discordância com a forma com que a administração lida com este problema.

Ouvi de uma pessoa, da qual não posso citar o nome, que ela iria espalhar aos quatro cantos da cidade que eu queria que a Prefeitura cobrasse para retirar este tipo de lixo das ruas. Respondi imediatamente que tudo bem, que não sou eu, é a lei que determina que isso seja feito. Até porque acho que a maioria das pessoas prefere que a Prefeitura cobre para realizar este serviço do que faça de graça, mas faça um serviço mal feito e deixe a cidade passar às vezes um final de semana inteiro, como aconteceu a duas semanas atrás, com as ruas e calçadas apinhadas de lixo e entulho.

Tenho certeza que a intenção da administração é a melhor possível, porém, se não é possível prestar o serviço com eficiência, é melhor não fazê-lo. Além disso, muitas das vezes a administração ocupa cinco ou seis funcionários para retirar esta sujeira, mais caminhões e tratores, enquanto isso, outros serviços que são obrigação da administração ficam parados por falta de pessoal para executá-los.

Outro aspecto que tem que ser analisado é o da geração de emprego e renda no setor privado. Se a administração municipal deixar de recolher este tipo de lixo, os donos de caminhões e carroças que faziam este serviço antes voltarão a ter trabalho.

Dito isso, tenho que externar minha tristeza ao perceber que pessoas chegadas a mim querem que eu não me manifeste sobre esta discordância. O que eu digo é que não vejo problema em colocar meu ponto de vista sobre este assunto. Assim como já elogiei em diversos locais e oportunidades o atual Governo, dizendo inclusive que o Honório é o melhor Prefeito que nós tivemos nos últimos 30 anos, me sinto no direito igualmente de discordar com o que está errado, no meu ponto de vista. Aliás, este tipo de manifestação só tem a ajudar o Governo, porque se só elogiarem podemos achar que está rigorosamente tudo certo.