quarta-feira, 22 de junho de 2011

Transparência nas filas passa por 1ª. votação.

Caros seguidores e leitores, finalmente passou por 1ª. votação o Projeto de Lei de minha autoria que torna obrigatória a divulgação de listas de espera por serviços públicos em Bicas.

Apresentei este projeto pela primeira vez em 2009, início de meu mandato concedido pela população de Bicas, mas infelizmente o projeto nem chegou a ser pautado para votação em plenário. E por que razões? 1- A Assessoria Jurídica da Câmara e a Comissão de Finanças, Legislação e Justiça deram parecer contrário, alegando ingerência administrativa. 2- Como a Assessoria Jurídica e a comissão deram parecer contrário, os demais vereadores acataram-no sem estudar o projeto a fim de discutir este parecer em plenário.

Desde o início, discordei dos pareceres, tanto da assessoria jurídica quanto da Comissão de Finanças. Isso porque não fazia o menor sentido dizer que eu estaria fazendo ingerência na administração. Meu projeto somente determina que o Poder Executivo informe à população a lista com o nome das pessoas em espera para obter algum serviço público, dados que, logicamente, ele já possui. Por exemplo: defendo a idéia de que quem está aguardando uma vaga na fisioterapia saiba em que lugar está seu nome na lista e quantas pessoas estão à sua frente.

Infelizmente algumas pessoas ainda confundem o público com o privado. Preferem que estes dados não sejam divulgados para que possam favorecer amigos particulares e correligionários políticos. Quero deixar claro que essa atitude não é contra a atual administração e sim contra uma prática arraigada na vida pública de Bicas.

Ontem, logo depois do término da sessão, fui ainda obrigado a ouvir de um dos vereadores, de quem não vou citar o nome por ter sido numa conversa reservada, que de nada adiantará esta lei. Que os favorecimentos são comuns, que política é assim mesmo e que ele acha que tem que ser assim. De minha parte, penso que podemos fazer diferente.

Depois disso, termino este texto com uma estrofe da música Imagine de John Lenon, que eu acredito que resuma um pouco do meu sentimento:

“Você pode dizer

Que eu sou um sonhador

Mas eu não sou o único

Eu tenho a esperança de que um dia

você se junte a nós

E o mundo acredite, será um só”


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Como você escolhe seu candidato a Prefeito?

Amigos e seguidores, venho levantar, desta vez, uma discussão sobre o perfil do próximo prefeito da nossa cidade. O que esperar desta pessoa? Quais as principais virtudes ela deve ter? Quais os defeitos que ela não deve possuir de forma alguma? De qual partido ela deve ser?

Estas questões podem nos ajudar a definir qual o melhor candidato, ou candidata, para ocupar a cadeira de Prefeito Municipal pelo próximo período de quatro, ou cinco anos, dependendo do que for aprovado na reforma política que está tramitando no Congresso Nacional.

Uma coisa é certa. Esta pessoa tem que ser íntegra, reconhecida pela população como uma pessoa responsável, que cumpre seus compromissos, todos eles seja de qual natureza forem. Uma pessoa vencedora (ou profissionalmente realizada), de boa família, de bons costumes, educada e, acima de tudo, capaz de administrar a Prefeitura ou qualquer outro empreendimento, seja de iniciativa pública ou privada, com competência e zelo, pensando sempre no desenvolvimento da cidade e no bem estar de seus habitantes.

Se fosse um edital de concurso, com certeza este parágrafo ajudaria a excluir alguns nomes.

Quanto aos defeitos, também são óbvios os que um gestor não deve ter. Não honrar seus compromissos. Uma pessoa que não se importa em honrar seu nome, não vai se importar com o nome e com os compromissos da Prefeitura. Outro defeito que devemos evitar é o costume de confundir o público e o privado. Muitas pessoas cometem este erro que é básico para um gestor público. Perseguidor. Este é outro defeito gravíssimo que não precisamos alimentar na nossa política. Há pessoas que não admitem ser preteridas, e isso é terrível. Cada um de nós tem suas convicções individuais e elas devem ser respeitadas. Não se pode admitir que, em pleno século XXI, uma pessoa seja maltratada ou desrespeitada porque preferiu votar neste ou naquele candidato.

Partido? Qual o melhor? Bem, isso não vou responder porque sou suspeito, afinal de contas estou no Partido dos Trabalhadores há 22 anos, praticamente minha vida política toda. Concordo com as diretrizes do meu partido sempre que elas estão corretas, em meu julgamento; discordo em outras situações, mas acredito nas idéias centrais, de base, defendidas pelo PT. Prefiro acreditar que desta maneira crio uma identidade para que a população compreenda minha postura. O que eu não poderia demonstrar se ficasse trocando de partido, principalmente por conveniência pessoal, como se troca de camisa. Sei, porém, que isso não me faz melhor que ninguém. É uma questão de coerência e de convicção.

Voltando à “vaca fria”, que voltará a esquentar somente depois da próxima pesquisa pré-eleitoral, estamos entrando na reta final para a escolha do candidato à sucessão do Prefeito Honório. Situação e oposição procuram os melhores nomes (ou não) para comandar nossa cidade nos próximos anos. Eu só espero que esta pessoa seja, acima de tudo, inteligente, honesta, democrática e cumpridora de suas obrigações.

E vocês, o que acham?