quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Nota de interesse público.

A pedido do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores de Bicas, esclareço que todas as manifestações postadas por mim aqui neste blog são de cunho exclusivamente pessoal, não refletindo os pensamentos e posições dos seus dirigentes individualmente e do PT como um todo.

Comentando a nota.

Caros amigos, seguidores e leitores deste blog, gostaria de fazer algumas considerações sobre a nota postada acima.

Desde a primeira reunião do PT pós-eleição 2008, fiz questão de deixar claro para o PT e seus dirigentes que o mandato que assumiria a partir de 2009 não era meu e sim do partido. Isso porque entendo que é assim que deve ser, o mandato pertence ao partido e não à pessoa. Por mais de uma vez apelei aos dirigentes que acompanhassem o que se passava na Câmara e que, caso discordassem de alguma posição tomada por mim ou percebessem tendência de voto contrária aos interesses do partido, formalizassem posição oficial em relação à questão. Sendo garantido, logicamente, meu direito de expor meu ponto de vista sobre qualquer assunto.

Nunca, em momento algum, fui convidado pelo PT a discutir minha atuação na Câmara, tendo sido o partido, portanto, omisso em relação ao fato. Por favor, não criem crise por causa destas palavras, é somente uma constatação. Hoje, quando se aproximam as eleições municipais, alguns membros do partido começaram a se sentir pressionados e incomodados com o que ouvem falar sobre os acontecimentos na Câmara e, infelizmente, cometem o erro de dar ouvidos a pessoas mal intencionadas e mal informadas, cuja única intenção é criar a discórdia entre nós, apesar de não frequentarem as reuniões da Câmara Municipal.

Voltando à nota, o que quero com este texto, é deixar claro para todo mundo que meus posicionamentos na Câmara, desde o início do meu mandato, são inteiramente pessoais, não refletindo em momento algum o pensamento do PT ou de qualquer um de seus dirigentes. Hoje, mais uma vez de forma mal intencionada, pessoas ligados ao Governo dizem que meus posicionamentos “respingaram” na Professora Léa, criando uma rejeição ao seu nome dentro do grupo da situação para a sucessão do Prefeito Honório, segundo ele próprio relatou à Léa. Ora, engraçado, os constrangimentos impostos à Léa, à Celita, entre outros assessores e ex-assessores dele, por pessoa intimamente ligada ao Honório nunca “respingaram” nele. Nada disso influenciou na decisão dos companheiros de apoiá-lo na sua reeleição. No processo de eleição de 2008, estando à frente da coordenação da campanha eu, a Léa, o Fernando, a Celita, o Milton, o Luisinho Sales, o Francisco Castro, entre outros, fomos pegos de surpresa com uma reunião convocada por um parente do Honório, onde fomos todos destituídos de nossas funções sem muitas satisfações. Mas nada disso “respingou” no Honório, tendo ele próprio contornado a situação, e fomos nós que conduzimos a campanha da reeleição.

Temos que saber separar as coisas. O interesse pessoal do interesse público, o interesse escuso do interesse ético e moral, além das opiniões, que cada um tem a sua e deve ser respeitada. Aqui, neste momento, deixo claro para todo mundo o que já fiz internamente mais de uma vez. Meus votos na Câmara seguirão a orientação do PT sempre que houver comunicação oficial a respeito de qualquer matéria. Mas minhas opiniões e minhas convicções ninguém muda, e ninguém vai me impedir de expressá-las no plenário da Câmara Municipal, possuindo ou não mandato eletivo.