segunda-feira, 23 de abril de 2012

Liderança? Minoria?


Caros amigos, seguidores e leitores, hoje quero fazer uma reflexão com vocês sobre estas duas palavras. Domingo, dia 22 de abril, no Encontro Municipal de Definição de tática eleitoral do PT, usaram o texto “O DILEMA DE SER MINORIA”, escrito por mim, postado aqui neste blog, e do qual recomendo a leitura, para insinuar que nós, que defendemos a candidatura própria do PT, seríamos minoria e subestimar ou questionar nossa liderança.
Durante o tempo onde deveria ser defendida a tese de apoio a candidato de outro partido, apresentada por um grupo que é maioria em nosso Diretório Municipal e, coincidentemente, formada por servidores comissionados, contratados ou em cargo de confiança no atual Governo, o alvo principal fui eu. Esqueceram completamente o intuito e os motivos que os levavam a defender que não deveríamos ter candidato, esqueceram que o PT venceu todas as eleições presidenciais que aconteceram aqui desde a disputa Collor X Lula, esqueceram que o PT é o único partido que esteve em todas as campanhas municipais vitoriosas desde o ano 2000, esqueceram nossas raízes, esqueceram tudo a que nos propusemos a defender enquanto militantes deste partido. Tentaram se utilizar de textos meus para me ridicularizar ou demonstrar incoerências e inconsistências em minhas ações. Esqueceram que o cerne da disputa era nossa soberania enquanto partido político e não o Vereador Loro por suas posições e convicções. Subestimaram também nossos filiados, achando que eles teriam “preço”, como disse um certo pré-candidato a Prefeito por aí.
Todos estes erros se cristalizaram no resultado final da votação do encontro. A tese defendida por mim e outros companheiros (candidatura própria) obteve 72,3% dos votos válidos, enquanto a tese defendida pelos membros do Governo obteve somente 27,7%.
Recomendo, portanto, a releitura do texto “O DILEMA DE SER MINORIA”, afinal de contas, desde que me entendo por gente, 60 é maior que 23.

Em tempo: em meu texto “PT pode ficar refém do PSDB”, quando disse “prefiro perder uma decisão democrática a me submeter ao chamado do fazendeiro que bateu no cocho e gritou: “CULÊ, CULÊ”, e os porcos todos vieram”, não quis chamar ninguém de porco, não era esta a intenção, até porque esta é uma expressão popular de sentido figurado. Na verdade quis dizer que algumas pessoas aceitam o que lhes é imposto sem argumentar seus direitos, enquanto militantes de um partido político diferente do governante. Questiono quando as pessoas se esquecem de que o partido do qual elas fazem parte dá sua contribuição ao mandato. Não tem ninguém fazendo favor ao partido. Os cargos não foram oferecidos para a pessoa A ou B. O cargo foi oferecido ao partido, que teve participação efetiva na eleição do governo. Quando se aceita tudo passiva ou amendrontadamente, perde-se o respeito por si mesmo e o respeito dos outros. É só isso.

Em tempo (II): Mais do que nunca foi confirmada a tese de que liderança não se impõe, liderança se conquista.

Em tempo (III): Para quem disse que passaria por cima de nós como um trator e que mandaria no PT como manda em outros partidos, creio que o resultado foi um tanto quanto humilhante.

Em tempo (IV): Parabéns a todos os militantes do PT-Bicas. Vocês provaram que somos independentes, autônomos e temos vontade própria.

terça-feira, 10 de abril de 2012

ESPERANÇA DE REPOSIÇÃO


Caros amigos, seguidores e leitores, hoje este texto é destinado ao servidor público da nossa cidade que, ano após ano, vê o seu salário ser achatado por gestões que se preocupam mais em inchar a folha de pagamento, preocupada com os votos que as famílias beneficiadas poderão lhes render, do que prestar um bom serviço à população, sendo eficaz e eficiente na administração, reduzindo custos e mantendo o poder aquisitivo dos servidores.

Desde o primeiro ano do Governo Honório que venho alertando para o escárnio com que o servidor é tratado. Em detrimento de condições mais dignas de trabalho, mais e mais trabalhadores são contratados, hoje são mais de 350, o que onera a folha de pagamento impedindo que o servidor receba o justo pelo cargo e função pública que ocupa.

No quadro acima é possível ver claramente o descumprimento da nossa Constituição, que garante ao trabalhador a reposição das perdas inflacionárias, mas que todos os gestores, sem exceção, não obsevaram. No Governo Barreto 2001/2004, o IPCA acumulado chegou a 36,62% e os servidores tiveram reajuste de apenas 5,6%, perdendo só neste período cerca de 30% do seu poder aquisitivo. No Governo Honório 2005/2012, oito anos, o IPCA acumulado foi de 43,89%, tendo o trabalhador recebido reajustes da ordem de 31,16%, ou seja, mesmo tendo tido um comportamento bem mais responsável, o servidor perdeu neste Governo mais 12% de seu poder de compra. Temos que reconhecer que a criação do ticket alimentação em 2009 minimizou um pouco estas perdas, pelo menos neste período, mas não podemos também deixar de lembrar, que a falta da reposição implica em perdas muito maiores para os servidores.

Nesta semana votamos a revisão geral anual dos servidores e nada além da reposição foi dado, nem um centavo de ganho real nos salários. Pelo menos desta vez, e por estar hoje afastado do Governo, apresentei e foi aprovada uma emenda que autoriza os próximos gestores a conceder anualmente, a partir de 2013 até o ano de 2020, 5% de aumento real nos salários, ou seja, todos os anos a partir de 2013, além de fazer a revisão em cima do índice do IPCA, o que é uma obrigação de qualquer Prefeito, os servidores receberão um aumento de mais 5% em seus salários a fim de repor as perdas acumuladas entre 2001 e 2012.

Quero encerrar dizendo aos servidores que eles precisam se organizar, precisam montar um sindicato forte, sem permitir que a politicagem local envenene sua relação com qualquer que seja o governo na cidade. Vocês hoje são 288 servidores efetivos, mas logo poderão ser 600, basta que o próximo Prefeito cumpra sua obrigação constitucional e preencha os cargos públicos através de concurso público. Sabemos muito bem que o atual Governo e o seu candidato à sucessão não são fãs de concurso público mas, querendo ou não, o próximo gestor terá que realizá-lo. Logicamente que, tudo isso, depois de uma profunda reforma administrativa.

terça-feira, 3 de abril de 2012

EU QUERO SER VICE-PREFEITO! (em Guarará)

Caros amigos, seguidores e leitores, em meio às discussões sobre a fixação dos subsídios de Prefeito, Vice-prefeito, Secretários e Vereadores de Bicas, fui surpreendido com a notícia de que nossa simpática cidade vizinha pode aprovar subsídios, digamos, altamente generosos, para os cargos eletivos e de confiança.

Segundo informações, a Câmara Municipal de Guarará apresentou Projeto de Lei para fixar os subsídios de Prefeito em R$ 10.000,00, de Vice-prefeito em R$ 6.000,00, de Secretários em R$ 2.600,00 e de Vereadores em R$ 2.800,00.

Isso significa que Guarará vai gastar, cerca de R$ 680.000,00 por ano com pagamento de cargos eletivos e de confiança de 1º escalão, fora os diretores e demais cargos comissionados. Numa cidade que tem o Orçamento de 2012 em torno de 12,5 milhões, com todo o respeito que os colegas vereadores merecem, acho isso um despautério.

Pior é ver a fixação do subsídio do Vice-prefeito em R$ 6.000,00 por mês. Poderíamos justificar este devaneio tal qual o fez um vereador em Bicas, dizendo que: “quando ele quer trabalhar (o Vice-prefeito), ele trabalha.” E eu completaria dizendo: “quando ele não quer trabalhar, ele fica em casa, assistindo TV, deitado no seu sofá, enquanto a população trabalha para pagar o seu subsídio (salário)”.

Não me levem a mal, mas tenho repetido isso em todas as reuniões onde a questão é discutida, Vice-prefeito não tem responsabilidade alguma com a Administração, além de estar disponível para assumir o cargo de Prefeito se for necessário, portanto, não poderia receber mais que o salário do Secretário Municipal, que tem inúmeras responsabilidades a mais que o Vice-prefeito.

Se a Câmara de Guarará aprovar a lei como está, parafraseando o Presidente Lula, “nunca antes na história deste país” vimos uma disputa tão acirrada para concorrer ao cargo de Vice-prefeito como esta que é anunciada. Eu também quero, e você?