quinta-feira, 17 de maio de 2012

Hora de mudança!


Caros amigos, seguidores e leitores, hoje vou tentar explicar minha posição a respeito do atual Governo Municipal, já que amigos me questionaram sobre um possível ressentimento de minha parte pelo fato de o Prefeito Honório não apoiar a pré-candidatura da Professora Léa Castro a Prefeita, o que estaria me levando a dizer que “tudo” estaria errado.
Primeiro quero esclarecer que não acho anormal o fato do Honório ter preterido o nome da Léa em relação ao nome do Fernando do Joca. Acho que todos têm o direito de ter sua opinião e esta tem que ser respeitada, porém, não somos obrigados a concordar com ela e, além disso, a opinião de outras pessoas deve ser considerada, e não serem tocadas como gado e serem obrigadas a engolir o que não querem. Em março do ano passado o Honório reuniu o seu “grupo” e pediu para que as pessoas se manifestassem sobre uma possível candidatura. Afirmou que realizaria cinco pesquisas até março deste ano e, ao final desta análise, o nome mais viável seria o indicado à sua sucessão. Nas duas primeiras pesquisas o nome da Professora Léa apareceu como o mais viável e, inexplicavelmente, as pesquisas cessaram, as discussões se fecharam, e o nome do Fernando foi ungido pelo Honório, a despeito da opinião de outras pessoas. Acho que não foi uma atitude correta. Faltaram respeito, lisura, honestidade e transparência.
Quanto ao Governo, nunca escondi o que pensava a respeito de sua condução. Temos vários pontos a enaltecer sobre a Administração 2005-2012, tanto que, apesar de alguns discordarem, digo e repito que foi a melhor administração dos últimos 30 anos. No primeiro mandato, 2005-2008, assumimos a Prefeitura em petição de miséria. Baseados no lema da campanha “Bicas em mãos limpas”, o grande mérito foi botar a casa em ordem. Rigor fiscal para regularizar contas atrasadas (faltavam luz, água, telefone e internet); salários atrasados (novembro, dezembro e 13º), veículos sucateados (somente o carro oficial funcionava) e estrutura física de todos os prédios em precárias condições. Ainda assim, no final do primeiro mandato muita coisa havia mudado e isso levou o Prefeito Honório à reeleição.
Veio o segundo mandato e com ele a acomodação natural. Numa reunião de secretários, logo após a reeleição, disse que achava que a próxima equipe de Governo, deveria se dedicar em aperfeiçoar os serviços já criados no primeiro mandato, ao invés de buscar novos. Logicamente que a Administração não poderia parar, mas não deveria ser prioridade a busca de diversificação na oferta de serviços. E, aparentemente, assim foi feito entre 2009-2012. De novidade, salvo engano, apenas a implantação do CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social).
Dito isso, quero me concentrar agora no mote da segunda campanha, “Bicas pronta pra crescer”. Realmente tínhamos tudo para avançar em qualidade de vida. Mas o que vimos, infelizmente, não foi isso. Eram necessárias profundas reformas na administração, era preciso conhecer a realidade da cidade através de um diagnóstico social, era necessário avançar sobre as mazelas do favorecimento de alguns em detrimento de outros ou da comunidade, era necessária coragem para cobrar mais do cidadão em termos de responsabilidade social, ambiental e comunitária, era preciso criar mecanismos para melhorar a renda média do trabalhador na cidade, era preciso melhorar a infraestrutura urbana, em resumo; o primeiro mandato foi muito bom, mas havia ainda muita coisa a ser feita.
Mais quatro anos se passaram e o que podemos enxergar da administração? Que de tudo que citei acima, nada andou. Continuamos, portanto, com os mesmos problemas que tínhamos no final do primeiro mandato. Simples assim. E é daí que vêm as críticas. Não sou apologista de que tudo está errado, mas reconheço que falhamos, e muito. E digo falhamos porque ainda fazemos parte deste Governo que se encerra, mas não posso ser impedido ou intimado a não dizer o que penso e o que enxergo que está errado.
Acho que este modelo se esgotou, não vejo a mínima possibilidade de que um novo Governo, advindo do atual, promova as mudanças que são necessárias para a correção dos nossos problemas. As chances já foram dadas e nenhum movimento foi feito para que eles fossem corrigidos nos últimos oito anos e, definitivamente, não creio que agora isso acontecerá.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Pobre Leopoldina! Pobre Bicas!








Caros amigos, seguidores e leitores, creio que chegou ao ápice o descaso da Administração Municipal com a limpeza das ruas da cidade. Nestes três anos e quatro meses de mandato fiz diversos requerimentos ao Poder Executivo, solicitando providências para a solução do problema. Diferentemente de colegas vereadores, que insistem em pedir para que a Prefeitura limpe ruas, sempre procurei solicitar que os proprietários dos imóveis em construção ou os responsáveis pelo descarte de dejetos, fossem notificados para que fizessem a devida remoção dos mesmos.
A Prefeitura não tem a obrigação de retirar estes dejetos e entulhos, porém, a partir do momento que ela se omite totalmente, ao não cobrar que as pessoas façam o descarte corretamente, e ainda faz o discurso de que dá conta de limpar as ruas da cidade, passa sim a ter a responsabilidade sobre a imundície que viraram nossas ruas.
Ano passado, mais precisamente no dia 31 de janeiro, apresentei o Requerimento nº.06/2011 com um relatório fotográfico contendo diversas fotos com a imundície que se encontrava o Bairro Santana.
Passados dois meses, em 28 de março, apresentei outro Requerimento, o de nº. 13/2011, de teor parecido, sendo mais contundente em minhas cobranças, afinal de contas tínhamos acabado de passar por um final de semana inteiro com a sujeira “batendo a nossas portas”.
Apesar dos apelos, não houve qualquer movimentação da Administração para mudar este quadro. O Ex-vereador Erivelton (cassado por troca de partido), que defendia ardentemente o Governo na Câmara, dizia que a Prefeitura tinha que continuar limpando sim, e que em dois dias era possível limpar toda a cidade. Isso nunca ocorreu. O vereador licenciado e atual Secretário de Obras, Fernando do Joca, diz que é preciso educar a população, que eles limpam hoje e a população suja amanhã. Até concordo, porém, em momento algum a Prefeitura tomou a iniciativa de educar, seja através de um trabalho de conscientização, seja através de seu poder de polícia, notificando e multando quem suja a cidade.
Depois de tanto pedir e gastar saliva (ou tinta) me revoltei neste sábado. Passei pelo Bairro Leopoldina por volta das 10 horas da manhã, indo em direção a um boteco de um amigo, e fui reparando na imundície espalhada pelo bairro. Parei para conversar com outro amigo e este me interpelou perguntando como era possível o bairro estar “largado” daquela forma enquanto a Prefeitura colocava máquinas, servidores e caminhões fazendo desaterro num terreno particular. E me apontou, do alto da Rua Prefeito Gentil Corrêa, os caminhões trabalhando na Rua Salvador Ferreira Filho.
Indignado, voltei até uma das entradas do Bairro Leopoldina, e fui registrando os montes de dejetos espalhados pelo lugar. Isso originou o relatório acima, onde podemos ver também as máquinas da Prefeitura trabalhando. Apresentei ontem na Câmara o Requerimento nº. 25/2012 na esperança que, desta vez, alguém se sensibilize com a latrina a céu aberto que está virando nossa cidade.
O mais engraçado, é que depois que apresentei este requerimento na reunião, o Vereador Moisés apresentou outro pedindo limpeza no Bairro Santa Terezinha, o Vereador Patinho no Bairro Gilson Lamha e ainda foi votado requerimento do Vereador Gilson Mattos pedindo limpeza no Leopoldina apresentado no dia 02 de maio. Só para comprovar o que estou escrevendo.
Desculpem se me alonguei demais, mas resumindo o que quero dizer, falta ATITUDE do atual Governo para resolver problemas. O discurso de que a Prefeitura está com os salários e os pagamentos em dia, que tem dinheiro em caixa e blá, blá, blá..., não cabe mais. Isso é obrigação. Por um tempo foi uma grande virtude, à medida em que outros gestores deixaram de honrar com estes compromissos, mas de que vale ter R$ 1 milhão em caixa se não consigo executar os serviços que se esperam de mim?