quinta-feira, 11 de julho de 2013

Chororô sem fim.


Caros amigos, seguidores e leitores, hoje vou escrever sobre as redes sociais, espaço sem regras, utilizado por pessoas das mais diversas castas sociais, infestado de pessoas de muito mau caráter e covardes de toda espécie.

Entre as modalidades descritas acima, as pessoas de mau caráter dispensam apresentação. Todos sabem quem são, conhecem suas vidas, suas famílias, onde moram, como vivem e suas convicções, sejam elas politicas, esportivas, pessoais, religiosas, etc. Não é a minha ou a sua opinião que irá pesar no julgamento do caráter destas pessoas. Somente o convívio com elas, além do conhecimento das suas histórias de vida, é que ajudarão a formar este conceito.

Em relação aos covardes, me refiro especificamente aos fakes. Estas sim pessoas da pior espécie. Algumas delas circulam em altas rodas sociais, recebem com requinte, mas se escondem como ratos nas redes sociais. Inventam histórias, contam e difundem mentiras, ofendem pessoas, atacam instituições, desrespeitam tudo e todos, escondidos por trás de um fantasma, com um perfil falso.

Eu, particularmente, não me incomodo mais com estas coisas, estou acostumado, sou vidraça há quase nove anos. Mas a reação de algumas pessoas me causa indignação. É muito difícil você ver uma pessoa de bem ser caluniada e injuriada sem o menor escrúpulo. A dor que elas sentem e a impotência diante do fato é revoltante.

Os fakes de hoje, são os panfletos anônimos de outro dia. Com conteúdos semelhantes e diferença na apresentação. São os mesmos covardes de dias atrás, agora informatizados. E viva a inclusão digital!

Alguns destes covardes nós já até sabemos quem são. São maus perdedores, que não admitem a derrota. Achavam que eram imbatíveis, insuperáveis, as “últimas bolachas do pacote”. Em um dado momento elas irão cair na real, perceber que as eleições de 2012 já passaram. Lembro de alguns deles caçoando dos que ficaram às portas do Cartório Eleitoral em 2008, dizendo que mortos teriam votado. Hoje estão fazendo muito pior. Ficam escondidos atrás de fantasmas ou de advogados, tentando reverter a derrota nas urnas.

Pelo amor de Deus, quanto chororô, larguem o osso!

terça-feira, 2 de julho de 2013

A voz das ruas.


Caros amigos, seguidores e leitores, vivemos um momento de pujança democrática. A população foi às ruas exigir melhorias dos serviços públicos. Reclamações sobre educação, saúde, transporte, segurança, justiça, Copa do Mundo, entre outras. Só não reclamam mais da Seleção Brasileira, afinal somos campeões!

As reclamações são diversas porque o movimento não teve uma liderança única, com propostas definidas e, exatamente por isso, a reação foi demorada. Como é possível negociar quaisquer tipos de reinvindicações se nem mesmo o movimento conseguia elencá-las?

Certo é que o movimento foi interessante, esquecendo logicamente dos baderneiros de plantão. Serviu para deixar as autoridades em alerta e respostas vieram com uma agilidade que há muito tempo não se via. Certo é também que, em alguns casos especificamente, a população se manifestava sem sequer conhecer a fundo a demanda pela qual lutava. Mas essa é outra discussão.

Com a tempestade ainda caindo, a Presidente Dilma foi à TV e acertou em cheio na maior das raízes dos nossos problemas. Reforma politica já! Melhor ainda, através de plebiscito. Alguns partidos, como era de se esperar, se posicionaram contra, PSDB, DEM e PPS, oposicionistas adeptos do quanto pior melhor e próximos das forças econômicas do país. Como eles poderiam admitir correr o risco de ver um financiamento público exclusivo de campanhas aprovado? Onde ficaria a submissão de políticos aos interesses econômicos? Quem financiaria o caixa dois de campanha? E as empreiteiras? E os investidores? Várias destas perguntas bombardeiam as cabeças das grandes lideranças de oposição.

Já o PT, como partido popular e democrático que sempre foi, defende abertamente o financiamento público e o voto em lista fechada. Primeiro, para garantir a todos o direito de concorrer sem ter que se submeter aos interesses do capital e, segundo, como meta de fortalecimento dos partidos políticos. Mais uma vez o PT dá mostras de compromisso com a sociedade. O discurso contra nós é fácil: “Agora querem gastar dinheiro público em campanhas eleitorais”. Este vai ser o principal argumento dos partidos de oposição, tentando evitar que os mais pobres tenham condições de concorrer com eles, mantendo este abismo de poder financeiro existente na politica, apoiados na inocência da população e na facilidade do discurso.

Sou favorável à realização do plebiscito e, se necessário, do referendo. Isso mesmo, dos dois. Melhor pecar pelo excesso do que pela omissão. Só não concordo com sua realização em agosto. Acho que este tema é muito polêmico e deve ser muito bem debatido. Agora que o “GIGANTE ACORDOU”, como andam dizendo, devem ser realizados intensos ciclos de debates promovidos por todas as instituições democráticas do nosso país. Uniões de estudantes, sindicatos, conselhos profissionais e municipais, entidades de classe, clubes de serviços, rádios e televisões, movimentos sociais e partidos políticos, ou seja, todos devem participar ativamente destas discussões.

Vamos ver agora quem está realmente disposto a tocar na ferida.