terça-feira, 29 de outubro de 2013

Acidente escancara erro grosseiro do Estado.


Caros amigos, seguidores e leitores, hoje vou demonstrar a que ponto chega a irresponsabilidade de gestores por causa de questões políticas. Aliás, vou demonstrar não, os fatos demonstram por si mesmos.

Semana passada, quarta-feira (23/10/2013), ocorreu um acidente gravíssimo na estrada Bicas x São João no pé da serra. Sete pessoas se feriram, uma delas gravemente, e foram socorridas por ambulâncias de várias cidades, Corpo de Bombeiros e um helicóptero da Polícia Militar. Dos sete feridos, seis foram atendidos no Hospital São José de Bicas e um foi levado direto a Juiz de Fora.

Porque narro estes fatos? Porque por decisão tomada por interesses políticos, pouco se importando com o bem estar e a segurança da população, o Governo de Minas Gerais, mais precisamente o Secretário de Saúde, Sr. Antônio Jorge Marques, decidiu indicar São João como referência em atendimento de urgência da região a partir de dezembro no sistema SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência). Com isso o Governo do Estado vai destinar R$ 100 mil por mês ao Hospital de São João, indo na contramão do bom senso.

A partir de dezembro, qualquer acidente deste tipo deverá ter como destino o Hospital de São João Nepomuceno. Teoricamente, se você for atropelado na Praça São José, a ambulância do SAMU irá socorrê-lo e levá-lo a São João. Da mesma forma se alguém em Maripá de Minas, ou Guarará, ou Senador Cortes, ou Pequeri, ou Mar de Espanha se acidentar gravemente, o destino deverá ser o mesmo para o atendimento de urgência.

Tentei através de um manifesto assinado por quase todos os prefeitos, vice-prefeitos e vereadores destes municípios sensibilizar o Governador do Estado e o Secretário de Saúde para que a questão fosse rediscutida. Sequer uma resposta recebemos até o momento.

Outro questionamento cabe aqui. Uma pessoa que tem carro e socorre um parente, um amigo ou um vizinho em qualquer uma destas cidades anteriormente citadas, aonde ela vai? Aonde ela procura socorro? Será que é no Hospital de São João?

Outro ponto que causou indignação, foi o fato de mentirem para que aprovássemos a entrada de Bicas no Consórcio que irá coordenar o SAMU. Quando representantes da Secretaria de Estado de Saúde vieram aqui em janeiro, disseram que nós seríamos o polo do sistema. Teríamos aqui uma ambulância UTI e uma unidade de estabilização, além de uma equipe completa do SAMU. São João e Mar de Espanha teriam uma ambulância básica e o Hospital de Bicas seria a referência da região. Mudaram tudo por influência política. Alô Sr. Marcus Pestana. Onde está você?

Pior foi constatar nas visitas que fiz aos municípios do entorno, exceto Mar de Espanha, que eles foram enganados da mesma forma. Para os vereadores dos municípios vizinhos com os quais conversei, eles disseram que o polo regional seria Bicas, ou seja, enganaram a eles também.

Atitude irresponsável, inconsequente e mentirosa. Canalhice da pior espécie. Não estou aqui defendendo Bicas porque acho que o polo deveria ser aqui por vaidade, não é isso. A questão, como já disse antes, é de bom senso. Basta olhar o mapa para perceber que a melhor escolha para os municípios da região seria Bicas. É uma lógica geográfica.

Vamos insistir, continuar na luta para abrir os olhos de pessoas que só enxergam votos na hora de tomar decisões administrativas sérias. Estão brincando com a saúde de moradores da nossa região. Temos que reagir de alguma forma, nem que seja nas eleições do ano que vem.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Programa Adolescente Aprendiz vem aí.


Caros amigos, seguidores e leitores, é com enorme felicidade que venho trazer a notícia da aprovação do Anteprojeto de lei nº 06/2013 de minha autoria que originou a Lei Municipal nº 1.644/2013 que cria o Programa Adolescente Aprendiz no Município de Bicas

Preciso primeiramente agradecer ao Prefeito Magela Longo e à Vice-prefeita Léa Castro que, além de incluírem esta proposta em seu Plano de Governo nas eleições 2012, apoiaram de imediato a solicitação de criação da lei e, consequentemente, do programa.

Desde o ano de 2005, quando assumi a Secretaria de Assistência Social, que desejava fazer um projeto como este. Naquela época, atarefados com a reestruturação pela qual passava a Secretaria e a Prefeitura como um todo, não pudemos implantar programa parecido por causa de questões financeiras. Também havia o fato de a Secretaria ter lançado em outubro de 2005 o Programa Agente Jovem, voltado para o mesmo público e com financiamento feito pelo Governo Federal.

O Agente Jovem foi fantástico. Pessoas como a Isabel Azevedo, o Thiago Marciano, o Alfredo do Karatê, entre outros, conseguiram fazer um trabalho muito importante com os adolescentes envolvidos nesta ação. Cito sempre o exemplo de uma adolescente que com uma estrutura familiar esfacelada, aprendeu a dar valor aos estudos, criou vínculos de amizade importantes, teve noções fundamentais de cidadania e ainda aprendeu costura industrial. Refez sua trajetória e hoje é encarregada de uma das maiores confecções da nossa cidade. Esta história nos enche de orgulho.

Agora, com o Programa Adolescente Aprendiz, esperamos dar oportunidades de trabalho e fazer um acompanhamento sócio familiar a adolescentes em conflito com a lei e de famílias que se encontram em estado de vulnerabilidade social.

Preciso também dar destaque à participação dos membros da Administração e da Associação Comercial e Empresarial (ACE) na discussão e elaboração da proposta: Max Neves (ex-Secretário de Assistência Social), Fernanda Silva (Secretária de Desenvolvimento Econômico), Gilda Araújo (atual Secretária de Assistência Social), Terezinha Telson (ex-Presidente da ACE), Estevão Castro (atual Presidente da ACE) e todos os demais servidores públicos e funcionários da ACE.

Em resumo, a Administração vai captar vagas de trabalho no mercado local e encaminhar adolescentes para inserção nas empresas participantes. O adolescente vai ser obrigado a estar matriculado e frequentando as aulas em escola de ensino regular, além de ter acompanhamento através de trabalho sócio educativo. As empresas participantes assinarão Termo de Adesão ao programa e receberão subsídio de ¼ do salário mínimo por adolescente contratado, podendo o mesmo trabalhar em tempo integral ou por meio expediente, de acordo com a conveniência da empresa e a disponibilidade do adolescente.

Tenho a convicção que se for bem trabalhado, este será um dos programas mais bem sucedidos da atual Administração Municipal. Esperamos também contar com a participação fundamental do empresariado local.

Estou muito orgulhoso e extremamente feliz. Abraço a todos.

 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Hospital São José: onde está a Associação de Caridade?


Caros amigos, seguidores e leitores, hoje vou fazer uma reflexão sobre o Hospital São José (HSJ). Seus problemas e os desafios que se colocam para o seu funcionamento e sua sobrevivência.

Primeiro vamos esclarecer que o HSJ é uma entidade privada, ou seja, não é comandada pela Prefeitura ou qualquer outro órgão governamental. É mantido pela Associação de Caridade São José, tal qual o Lar Cristão Paulo de Tarso (Asilo) é mantido pela Associação Cristã São Paulo. Aqui já identificamos um dos problemas a serem questionados: o abandono às raízes de sua criação. Quando surgiu, a entidade tinha suas bases apoiadas em movimento religioso católico, mas com o tempo estas bases foram se perdendo. Hoje a composição de seu conselho é uma ocupação cada vez mais política. O HSJ virou alvo de disputa político partidária, deixando de ser uma entidade beneficente sem fins lucrativos para ser vitrine ou espelho de administrações municipais.

Fui conselheiro durante pouco mais de um ano entre 2010 e 2011 e voltei agora no início de 2013. O Estatuto do HSJ prevê a participação de 15 representantes de entidades em seu conselho deliberativo, além de 15 conselheiros eleitos dentre os associados. Como a maioria das entidades se afastou do conselho, pessoas são indicadas por interesses políticos. Não bastasse isso, grupos políticos se organizam para obter cadeiras no conselho deliberativo, associando asseclas e aliados e disputando as eleições com intuitos politiqueiros.

Diante disso, as reuniões do Conselho Deliberativo, que deveriam ser para deliberar como o nome diz, se tornaram reuniões de mesquinharia politiqueira. Às vezes passamos duas horas ouvindo um conselheiro reclamando com o Provedor de falhas pontuais.

Não creio que seja nosso papel discutir estes pequenos percalços administrativos. Acho até que isso pode e deve ser cobrado da direção, porém, não pode ser matéria debatida e rebatida, num claro intuito de constranger o Provedor por interesses políticos.

O conselho está ali para discutir e deliberar sobre questões de maior importância. Por exemplo: nunca vi uma discussão séria e comprometida sobre a prestação de serviços de urgência feita pelo HSJ às prefeituras da região. Ao invés de discutir-se se será mantido ou não o atendimento conveniado com a Prefeitura e sob quais regras, sobre os atendimentos ambulatoriais e cobrança de consultas ou ainda sobre o plano de internação hospitalar (COSPITAL), seus valores e direitos dos beneficiários, perde-se tempo reclamando da falta de papel higiênico, do soro que esteve em falta no carnaval ou da conduta do servidor “a” ou “b”. Repito, todas estas questões pontuadas aqui, às quais me referi como perda de tempo, podem ser levadas e reclamadas com o Provedor, mas não podem ser o norte de uma reunião do Conselho.

Recentemente tentaram destituir o Provedor, Alexandre Rocha, do cargo. Realmente creio que ele não esteja à altura do que a entidade necessita. Mas, neste momento, creio que seria uma covardia fazer isso. Queriam escorraçá-lo da Provedoria como se fosse um bandido. Fico impressionado de ver a cara de pau de algumas pessoas, querendo jogar toda a culpa de administrações desastrosas que por lá passaram nas costas de um rapaz novo, cheio de boa intenção e, até que se prove o contrário, correto. Culpa esta da qual eu, os outros conselheiros, ex-conselheiros, ex-provedores, ex-prefeitos, ex-gestores e sociedade em geral temos uma parcela. Uns mais que outros, mas todos deram uma pequena contribuição para que a situação chegasse a este ponto.

Espero que hoje, quinta-feira (16/10/213), reunião do Conselho Deliberativo, questões importantes e sugestões de melhorias sejam discutidas. Afinal todos nós precisamos do HSJ. Com ou sem plano de saúde, o pronto atendimento é feito ali.