terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Indignação seletiva.

Caros amigos, seguidores, leitores e companheiros. Ainda não sei a conotação que darei a este texto. Se só ironizo ou trato com seriedade o tema. Quero discorrer sobre a maneira que as pessoas “escolhem” como, com quê e/ou contra quem se indignar.
Passeando pelo Facebook, não sei se acho engraçada ou trágica a forma que as pessoas (poucas, diga-se de passagem) se portam diante dos fatos políticos hoje. Mostram-se indignadas com, segundo algumas delas, o “assalto” promovido à Petrobrás pelo PT, ou pela Dilma, ou pela Graça Foster, cada qual escolhe seu alvo predileto, mas não vejo ninguém vociferar contra as empreiteiras, seus donos e nem contra os funcionários diretamente envolvidos. E isso é hoje, até o Ministério Público “resolver” contra quem virará seus canhões no núcleo político, aí outros alvos preferenciais entrarão em cena.
Sabe o que penso disso tudo? Que o maior problema do Brasil é a HIPOCRISIA. Apesar de discordar de algumas colocações pontuais, o texto do Sr. Ricardo Semler (tucano de alta plumagem) sobre o tema, publicado pelo jornal Folha de São Paulo em 21/11/2014, é um pequeno esboço da realidade atual.
Pessoas que declararam voto em Aécio Neves se indignam seletivamente contra a Presidente democraticamente eleita, porém não se indignam por ele ter sido eleito o pior senador do Brasil em 2014 (nota zero), por ter construído um aeroporto na fazenda de um tio e entregado as chaves ao mesmo, por ter sido flagrado com a carteira de habilitação vencida e se recusado a fazer um teste de bafômetro numa blitz no Rio de Janeiro, por morar no Rio de Janeiro e ser senador por Minas Gerais, por ser um dos senadores mais faltosos do Congresso Nacional, etc, etc, etc...
Vem agora uma indignação súbita, pelas alterações propostas através de Medida Provisória pelo Governo Federal, para ajustes nas contas da Previdência Social. Ora, os eleitores do senador Aéreo Never deveriam estar muito felizes, afinal o governo vai tomar medidas impopulares necessárias, tal qual apregoava o senador nota zero. Eu, apesar de não dominar o tema, creio que as alterações são boas. Apesar de alguns dizerem que o governo tirará direitos dos trabalhadores, não encaro desta forma, mas esta discussão é para outro texto, pois é muito longa e complexa.
Voltando ao texto do Ricardo Semler, lá ele narra com a mais absoluta clareza práticas adotadas no país há décadas, quiçá séculos. Ou realmente alguém, na plenitude de sua sanidade mental, acredita que a corrupção na Petrobrás foi inventada em 2003 pelo Lula. Por Deus, isso não pode ser burrice, só pode ser HIPOCRISIA.
Porque estas pessoas não se indignam contra o Mensalão Tucano que irá prescrever em breve? Porque não se indignam com a não investigação dos inúmeros escândalos engavetados na era FHC? Porque não se indignam com a não investigação da Privataria Tucana? Querem temas atuais? Porque ninguém fala nada sobre o Trensalão tucano em São Paulo? Por HI-PO-CRI-SI-A.
Eu, para finalizar, digo o seguinte. Que investiguem tudo e todos, não sejamos seletivos na hora de fazer este trabalho. Que a PF e o MP se comportem republicanamente, tal como o Governo Federal vem se comportando e, por favor, companheiros brasileiros deixem a HIPOCRISIA de lado.

Feliz Ano Novo a todos!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Campanha para o hospital é ótima, mas não resolve.

Caros amigos, seguidores, leitores e companheiros. Vou tratar hoje de um problema antigo, o Hospital São José de Bicas (HSJ).

Inicialmente é preciso entender que o hospital é uma entidade privada, portanto não é dirigida pela Prefeitura ou pelo Estado. Quem manda lá é a Associação de Caridade São José, entidade ligada à Igreja Católica, e que possui uma Mesa Diretora e um conselho deliberativo.

São dois os principais problemas do HSJ, gestão e dinheiro. Hoje o déficit mensal gira em torno de R$ 40 mil e existem somente dois caminhos para resolver a questão: aumentar receita e/ou reduzir despesas. Não existem outras opções.

Mas o tempo passa e vemos poucas atitudes, sejam elas administrativas ou deliberativas, na direção de solucionar os problemas. Quem culpa o Prefeito pelos problemas em parte tem razão, mas o problema maior não está aí e sim na direção do hospital. Prefeitura e hospital assinam um contrato para que o serviço de urgência e emergência seja prestado lá. O HSJ não é obrigado a prestar este serviço, portanto, se o dinheiro é pouco, não assine o contrato, simples assim. Fui conselheiro lá por cinco anos e falo isso há muito tempo. Não mudei meu pensamento porque o Prefeito é outro. Se tem alguém que pode dizer não, este é o HSJ.

 Mas são várias nuances a serem analisadas. Porque eu digo que a campanha que esta sendo realizada é ótima, mas não resolve? É ótima porque envolveu mais a comunidade com o problema, além de gerar receitas extras para o HSJ. E não resolve porque ela não vai gerar uma receita fixa suficiente para cobrir as despesas, só isso.

Ouvi na semana passada de três pessoas diferentes em lugares distintos que tinha “gente ganhando muito” dentro da administração do HSJ. Duas destas pessoas chegaram até a citar nomes. O salário destas pessoas citadas não somam R$ 10 mil. Um destes interlocutores chegou a sugerir que “se o HSJ está precisando de ajuda, estas pessoas deveriam abrir mão do salário”. Ora, espere um pouco, nenhum profissional trabalha de graça. A responsabilidade destas pessoas é enorme com a instituição, diferente das pessoas que estão na comissão de eventos, que podem ou não trabalhar este ou aquele dia, afinal são voluntários e estão ali para ajudar.

Fica aqui uma sugestão para os colaboradores do HSJ, já que vocês arregaçaram as mangas e estão pedindo ajuda para todos. Façam uma reunião com os profissionais médicos da cidade e região. Temos cerca de 40 médicos morando na Comarca, entre Bicas, Guarará, Maripá e Pequeri. Se cada um se comprometer a fazer 2 plantões (12 horas) por mês a R$ 500,00, ou seja, recebendo R$ 1.000,00 por 24 horas dedicadas ao hospital, 90% do problema estará resolvido. Desde que, logicamente, a Prefeitura mantenha o repasse atual de R$ 62 mil/mês.

Finalizando gostaria de parabenizar todas as pessoas que se envolveram com o “problema” HSJ. Até o discurso de alguns mudou depois de conhecer a realidade por dentro. Muito bacana esta interação em favor do hospital. Que não pare a campanha, mas que a administração do hospital pense em soluções permanentes.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Passada a tempestade...


Caros amigos, seguidores, leitores e companheiros. Com o título sugestivo acima, muitos devem ter imaginado que eu faria aqui um “discurso” conciliador e demagógico. Ou talvez, depois destas primeiras palavras, que seria uma ode à vitória, mais uma do PT em todos os sentidos.

Não, nada disso. Hoje quero fazer algumas ponderações a respeito de opiniões que pessoas respeitadas têm dado nas redes sociais. Que fique claro que estou tratando aqui de pessoas respeitadas e não de qualquer um que fica replicando mentiras.

Vi nesta campanha e principalmente no pós-campanha, uma tentativa de disseminação do ódio e da intolerância por parte de pessoas que, pelo menos até ontem, julgava serem pessoas suficientemente inteligentes para debater política com sabedoria e discernimento.

A proliferação de ataques ao PT e o preconceito nojento aflorado contra os nordestinos me deixou atônito. Por isso demorei tanto a escrever. Confesso que até hoje não sei como abordar o tema. Isso sem contar a bestial manifestação de alguns em favor da ditadura militar. Sobre isso é fácil dizer algo. Basta repetir a frase cunhada por Evelyn Hall e erradamente atribuída a Voltaire: “Eu discordo do que você diz, mas vou defender até a morte seu direito de continuar dizendo”.

Alguns tentam atribuir a todo custo o monopólio da corrupção ao PT. Usaram isso para tentar alavancar a candidatura tucana. O próprio Aécio Neves disse em discurso: “Quer acabar com a corrupção, basta tirar o PT do poder.” Ora, por favor, quem está tratando quem como otário nesta história? Sites oficiais, como o do TSE, por exemplo, mostram em seu ranking de corrupção que o PT está longe, mas bem longe, de ser o pai da corrupção. Aliás, este ranking mostra onde estão pessoas corruptas, isso porque não acredito em instituições corruptas. Quem é corrupto é o ser humano não a instituição.

Mas é triste, muito triste mesmo, nos deparar com pessoas, algumas até amigas, generalizando estes desvios e, às vezes sem a intenção, tratando pessoas da mais alta correção com adjetivos pejorativos e sem sentido.

Num embate no Facebook uma pessoa compartilhou um post dizendo: “Quem vota no PT, ou é burro ou é ladrão!”. Ora, não estou aqui falando por mim, estou aqui para defender pessoas como a Tânia Oliveira (Júnior’s Fritas), o Luiz Croce (o Luiz do Tão), a Marina Lobo, o Wanderson Damião, a Waléria Fiaz, a Maria Odete, o Jocinei, o Neném, a Grazielle Vicini, o Amarildo Ananias, o Leandro, a Juliana, o Tiago, o Anderson Sazoca, a Letícia Marques, o Daniel, o Patinho, o Miúdo, entre outros 50 milhões de brasileiros que votaram na Dilma e sequer são filiados ao PT. Defendo ainda, logicamente, os filiados Léa, Anaisa, Cléber, Tomate, Dú, Ana Angélica, Carlinha, Renan, Alyssa, Gilda, Elaine Rosa, Liliane Alhadas, Leandro Cardillo, Dudu, João Victor, Altair, Igor, Dim, Jeremias, Alfredo, entre muitos outros. Quem tem algo que desabone estas pessoas? Ah, então o fato delas julgarem que o Governo do PT é melhor para o país do que o Governo do PSDB faz delas burras ou ladras? É isso?

Espero que tudo isso sirva para apenas uma coisa. Para que as pessoas amadureçam politicamente, deixem de olhar somente para seus próprios umbigos e tentem entender os motivos reais que levaram a Presidente Dilma a mais um mandato e o PT a ficar 16 anos governando este país.

Acima de tudo respeitem e valorizem a democracia. Para os que defendem a ditadura fica um recado. Uma palavra ruim sobre um governo militar, como hoje vocês postam livremente nas redes, e seu destino seria o pau-de-arara ou a vala. Pense nisso.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Desafio sem respostas (cri, cri, cri...)

Caros amigos, seguidores e leitores. Após 3 meses e 10 dias de lançado o desafio, e a 6 dias da definição das eleições presidenciais 2014, volto a falar de um assunto que deve ser pensado e repensado por todos os cidadãos brasileiros.

Escrevi ipsis litteris no texto publicado aqui sob o título, "Eleições à vista" em 10 de julho de 2014:

“De 2002 para cá, Bicas conheceu uma avalanche de programas e ações federais implantadas pelos governos do PT, senão vejamos: Bolsa Família, Programa de Atenção Integral à Família, Programa Agente Jovem, Projovem Adolescente, EJA, PROEJA-Fic, Pronatec, PROUNI (onde muitos jovens biquenses são beneficiários e estudam em Juiz de Fora), UAB (Universidade Aberta do Brasil), IFET (Instituto Federal Tecnológico), Farmácia Popular, Caminhos da Escola, SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência, CRAS (Centro de Referência em Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social), PAC, entre outros. Isso sem contar ainda com a política de valorização do salário mínimo que mudou a pirâmide social brasileira e garantiu aos mais pobres uma elevação de sua qualidade de vida.

Em contrapartida, se vocês me pedirem para citar programas ou ações do Governo do Estado, neste mesmo período, que impactaram positivamente de alguma forma Bicas, ficarei sem saber responder. Quem se habilita?”

De lá prá cá, passado todo o tempo já citado, algumas poucas pessoas me interpelaram sobre a questão. Não para dizer que o Governo do Estado tenha feito alguma coisa nestes 12 anos que fez bem pra Bicas, mas para tentar manchar ou discordar pontualmente de algumas ações ou até mesmo de alguns programas por mim citados. Ninguém, repito, NINGUÉM foi capaz de citar um programa sequer do Estado de Minas Gerais, comandado pelos tucanos, que tenha impactado positivamente na vida dos biquenses.

Minha intenção é fazer que todos pensem qual caminho devemos seguir a partir de 2015. Não quero usar este espaço para destilar o ódio que os tucanos vêm destilando nas redes sociais contra o PT e seus quadros. Só quero abrir os olhos das pessoas para o óbvio. O Governo Lula/Dilma é mais eficiente e eficaz em implantação de políticas públicas do que é o Governo Aécio/Anastasia e isso é um fato incontestável.

A gama de programas federais importantes para os cidadãos brasileiros citados por mim em julho comprova isso. Já a falta de programas e ações do governo tucano em Minas Gerais comprova o contrário. Escancara a falta de competência e capacidade de produzir políticas públicas de qualidade do Sr. Aécio Neves e seus asseclas.

Pensem sem paixão, sejam sensatos, o futuro do Brasil estará em nossas mãos no dia 26.

Mais futuro, mais mudanças! Vote 13, vote Dilma Presidente!

#Dilma13

sábado, 4 de outubro de 2014

A eleição é amanhã.


Caros amigos, seguidores, leitores e companheiros. Peço um pequeno instante de sua atenção. Estou aqui pedindo votos para este time de candidatos e expondo os motivos de fazê-lo. Diferente de outros, não quero fazer isso baseado em acusações a outros candidatos ou tentando denegrir a imagem de ninguém.
Chapa completa
 Todos os pedidos de votos para deputados hoje se baseiam no: “fulano deu isso”, “beltrano trouxe aquilo”, “meu deputado mandou 100 mil pra Bicas”, e blá, blá, blá... Naturalmente, os deputados dos partidos que estão colocados no Poder Municipal indicarão emendas parlamentares e farão a ponte com os governos estadual e federal. Foi assim, é assim e sempre será, ou seja, hoje são os parlamentares do PTB, do PT, do PP, entre outros; ontem foram os parlamentares do PSDB, do DEM, do PMDB, entre outros; e amanhã serão os parlamentares dos futuros gestores municipais.

Peço seu voto a estas pessoas porque temos um projeto de futuro encaminhado e todos eles serão personagens importantes neste processo. Ano passado a Vice-prefeita Léa procurou a FIEMG/JF, com apoio da Deputada Margarida Salomão (1314), para tratar de um projeto ousado, a materialização de uma promessa antiga de todos os políticos que passaram pelo poder em Bicas nos últimos 30 anos, a viabilização de um distrito industrial para nossa cidade e região.
Léa Castro e Fernanda Silva em reunião na FIEMG/JF
 De lá para cá, o candidato a Deputado Estadual Magno (13450) usou sua influência como Secretário de Organização do PT em Minas Gerais para aproximar nosso Município ao candidato a Governador Fernando Pimentel (13) e junto a ele angariar apoio para que o sonho se torne realidade. A intervenção foi produtiva e nosso futuro Governador se comprometeu com a ideia.
Vice-prefeita Léa, o futuro Governador de Minas Fernando Pimentel e o Prefeito Magela durante encontro na FIEMG.
Diante disso, e da expectativa de darmos o salto econômico que nossa cidade precisa, peço seu apoio e voto também no companheiro candidato a Senador, Josué Alencar (150) e, logicamente, à Presidente Dilma Roussef (13), afinal, ambos também serão fundamentais para que este projeto saia do papel.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

De novo a Exposição Agropecuária.


Caros amigos, seguidores e leitores. Hoje voltarei ao tema exposição. Depois de toda a polêmica envolvendo o primeiro texto, onde fiz uma simples análise do evento sob meu ponto de vista, agora demonstrarei um pouco mais claramente o que eu inicialmente especulei.

No site do Tribunal de Contas do Estado encontrei as seguintes despesas com a última exposição: Delta (R$ 300.000,00) – rodeio (R$ 95.000,00) – buffet (R$ 12.800,00) – motocross (R$ 7.980,00) – transporte de animais (R$ 7.500,00) – veterinário (R$ 7.320,00) – feno (R$ 4.500,00) – médicos/enfermeiros (R$ 3.640,00) – refeições (R$ 3.585,76) – cozinheiras (R$ 2.175,00) – troféus (R$1.500,00) e materiais de enfermagem (R$508,00). Tudo isso perfaz um total de R$ 446.733,76. Se computarmos ainda os cerca de 20 servidores por 20 dias trabalhando no evento, os gastos com o leite retirado no Concurso Leiteiro, as tintas, fios e equipamentos elétricos para revitalização do parque e outras pequenas despesas como convites, cartazes, faixas, etc., chegaremos bem perto dos cerca de meio milhão de reais apontados por mim como o provável custo do evento.

Pois bem, demonstrado aqui o gasto, volto a dizer que é preciso rediscutir o modelo, mas precisamos de pessoas com discernimento e inteligência para promover o debate e acatar sugestões. Depois do primeiro texto sobre o assunto, a pessoa responsável pelo evento ao invés de ouvir as opiniões e reavaliar a questão, preferiu partir para o enfrentamento comigo como se eu estivesse querendo ofendê-lo ou confrontá-lo.

Esta semana chegou à Comissão de Finanças a Lei Orçamentária Anual 2015 sem que a discussão do assunto fosse proposta pela Secretaria de Cultura, ou seja, nenhuma mudança à vista, pelo menos não por iniciativa do Poder Executivo.

Já fiz a proposta à Comissão de discutir o Orçamento por etapas com cada um dos secretários isoladamente, primeiro para podermos detalhar melhor cada uma das pastas, e segundo para que possamos promover os debates que julgarmos necessários em relação a gastos como o da exposição agropecuária (???).

Repetindo um dos parágrafos do texto anterior: “Para mim a festividade perdeu o foco. Deixou de ser um instrumento para fomentar a atividade agropecuária e industrial, como o próprio nome traduz, para ser um mero espaço para realização de shows e um meio de escoamento de recursos da nossa cidade.”

E para terminar repito o que já disse anteriormente: “Tenho a fórmula para a mudança? Não, não tenho.” Porém, é preciso sentar e discutir propostas, ouvir as pessoas e depois tomar uma decisão consensual e sensata.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Curtinhas


COMISSÃO DE REVISÃO DO CÓDIGO DE POSTURAS DISCUTE PROPAGANDA VOLANTE.

No último dia 3 de setembro, foi realizada Audiência Pública para discutir a propaganda volante em Bicas. O alvo da discussão foi a Lei Municipal nº 1.508/2010, que será revogada após sua inserção dentro do novo código com ou sem alterações.

De relevante destaco a cobrança feita à Administração para que fiscalize o cumprimento da norma, aos prestadores de serviço para que cumpram a mesma e a sugestão feita pelo Vereador Nilo (PTB) para que seja ampliado o horário permitido para realização do serviço, passando do atual entre 10 e 16 horas, para entre 8 e 18 horas.

Isso quer dizer, caso a lei seja alterada, que os carros estarão berrando na porta de nossas casas a partir das 8 hs, isso se cumprirem o horário pois, se seguirem os padrões atuais, poderão estar fazendo isso às 7 hs da manhã.

Na página da Comissão de Revisão no facebook você pode acompanhar o andamento dos trabalhos e opinar sobre as matérias em discussão. Se preferir você pode se manifestar ainda pelo e-mail revisaoposturas@gmail.com

 

CPI DA CRECHE AGUARDA PERÍCIA

A CPI que investiga a construção da creche continua aguardando a realização de perícia técnica no imóvel.

Depois de ter o pedido de perícia negado pelo Presidente Ailton Mendes (PSDB), a comissão apresentou requerimento aprovado pelo plenário no dia 4 de agosto. Passados mais de 30 dias, continuamos esperando as providências cabíveis.

 

ANTEPROJETOS DE LEIS CONTINUAM “AGARRADOS”

Diversos Anteprojetos de Leis de minha autoria estão continuam “agarrados” no Poder Executivo. Venho cobrando uma análise rápida e posterior envio à Câmara para que as propostas possam tramitar normalmente, porém, a lentidão nesta análise é incompreensível. A maioria dos projetos não tem mais que 10 artigos e mesmo assim sua análise é demorada. São eles:

APL nº 01/2011 - Com intuito de instituir incentivos fiscais para instalação de energia solar e sistema de captação e reservação de águas pluviais. Em análise na atual gestão desde janeiro de 2013 (APL nº 03/2013).

APL nº 05/2013 - Apresentado em 2009, trata do controle de zoonoses e bem estar animal, cria regras para posse e taxa para financiar o serviço. Em análise desde fevereiro de 2013.

APL nº 01/2014 - Propõe incentivo a quem mantiver os impostos e taxas municipais em dia, concedendo meia entrada nos eventos públicos com entrada paga a todos os cidadãos. Em análise desde janeiro de 2014.

APL nº 02/2014 - Propõe incentivos para transferência e novos emplacamentos de veículos no Município, criando fonte de financiamento para instituições filantrópicas. Em análise desde janeiro de 2014.

APL nº 04/2014 – Propõe a criação de comissão de transição governamental a fim de garantir a troca de governos sem sobressaltos e a continuidade dos serviços públicos. Em análise desde maio de 2014.

APL nº 06/2014 – Cria o Programa Família Protetora, que tem o intuito de financiar a guarda temporária de menores com quebra de vínculos, mantendo os mesmos próximos dos amigos e da própria família, facilitando sua reinserção social. Em análise desde abril de 2014.

 

CÂMARA INSTALA COMISSÃO PARA INVESTIGAR DESCUMPRIMENTO DA LEI MUNICIPAL Nº 1.569/2011

Durante a 44ª Exposição Agropecuária, a Lei nº 1.569 foi descumprida e eu solicitei a abertura de uma Comissão para esclarecer quem foi o responsável pelo fato.

Trata-se de uma Lei que proíbe a cobrança para utilização de banheiros em dias de shows com entrada paga, seja num evento público ou privado. Quando apresentei esta lei o alvo era justamente a exposição, já que, em meu entendimento, a partir do momento que pagamos para acessar o local do evento, todo o conforto deve ser garantido ao usuário, incluindo aqui banheiros limpos e gratuitos.

Infelizmente, numa total demonstração de desmando, a cobrança foi realizada nos três dias com entrada paga e as autoridades responsáveis, aparentemente, não tomaram nenhuma providência em relação ao fato.

Algumas pessoas me perguntaram porque nós vereadores não fizemos nada. É preciso esclarecer que nós não temos poder de polícia para proibir esta cobrança. O que nós poderíamos fazer num primeiro momento, seria lavrar um boletim de ocorrência narrando o fato, o mesmo que qualquer cidadão poderia ter feito.

Depois da Exposição apresentei o Requerimento nº 47/2014 solicitando a abertura de uma CPI para apurar as responsabilidades pelo ocorrido, papel este que me cabe enquanto vereador. Tudo isso porque julguei que o descaso com o descumprimento da lei foi um desrespeito com a Câmara, com os cidadãos de Bicas e com os visitantes da cidade.

 

 

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Forno foi aceso, mas pizza tem que aguardar.


Caros amigos, seguidores e leitores, uma manobra foi realizada pela Presidência da Câmara, para tentar impedir a continuidade dos trabalhos da Comissão de Inquérito que investiga os erros cometidos na construção da creche municipal.

A Comissão iniciou seus trabalhos há cerca de 120 dias e, neste período, ouviu testemunhos do empreiteiro responsável pela obra e de trabalhadores que lá atuaram. Diversas contradições e relatos de manobras irresponsáveis nos foram feitos, levantando gravíssimas suspeitas de irregularidades.

Diante disso, decidimos pedir uma perícia técnica que pudesse apontar todos os erros cometidos na construção da creche, tanto técnicos, quanto éticos, fossem eles quais fossem.

De lá para cá a Presidência da Câmara, ocupada pelo Vereador Ailton Mendes (PSDB), tem se desdobrado para inviabilizar a continuidade dos trabalhos. Inicialmente alegou não ter dotação orçamentária para pagar a perícia. Problema fácil de resolver, bastando solicitar a aprovação do plenário para suplementar a dotação. Depois alegou não ter dinheiro, outro problema fácil de resolver. Por sugestão do Vereador Rafael Aquino (PMDB), bastaria cancelar a realização das sessões solenes e aplicar os recursos na contratação da perícia. Aí veio a mais absurda das desculpas. Alegou a Presidência que a perícia deveria ser realizada pela Prefeitura ou até mesmo pela Caixa Econômica Federal (???). Ora, estamos investigando uma lambança realizada numa obra que pode implicar em sanções ao Município, ou seja, o Município pode vir a ser réu num futuro processo. E o Presidente da Câmara quer que nós esperemos que ele produza provas contra si. Piada, não é não? Pior ainda, dizer que a Caixa Federal é que deveria realizar a perícia. O que a Caixa tem com isso?

Depois disso, alegou que haveria um seguro realizado junto à Caixa Econômica Federal e que a Prefeitura deveria registrar o sinistro para a realização dos reparos, seguro este desconhecido tanto pela direção da Caixa quanto pela própria Prefeitura. Por fim, e a pior das alegações no meu entendimento, alegou que não seria função da Câmara investigar os fatos. Ora, por favor! Qualquer esfera do Poder Legislativo, seja municipal, estadual ou federal, tem entre suas atribuições a premissa de investigar todo e qualquer ato do Poder Executivo, através da criação de comissões de inquérito, as CPI’s.

Na última semana, depois das várias tentativas de matar a investigação, veio a manobra citada no início do texto. Após pedido de prorrogação do prazo para conclusão dos trabalhos, feito no dia 19 de agosto, terça-feira, a Presidência deixou para dizer que negava o pedido na sexta-feira às 17:30 hs, dia 22, ou seja, aos 49 minutos do segundo tempo. Neste momento não era possível nem mesmo recorrer ao plenário para discutir a questão. Ali, naquela sexta-feira, a comissão se encerrava por decurso de prazo.

Na segunda-feira, dia 25, o Vereador Nilo (PTB) apresentou requerimento pedindo a reabertura da comissão, cuja votação surpreendeu. Três vereadores se manifestaram contrários às investigações: Júlio Sales (PMDB), Sônia Matos (PSDB) e Beth (PSDB), além da manifesta contrariedade do Presidente da Câmara com a reabertura.

Algumas perguntas ficam no ar. A quem interessa que a CPI termine em pizza? Qual o receio destes vereadores em relação à investigação? Quais interesses eles querem proteger? O que eles pensam sobre o mal uso de 1 milhão e 200 mil reais gastos na creche?

Se tivéssemos uma imprensa mais atuante, com certeza alguém iria até eles fazer estes questionamentos. De qualquer forma o forno continua aceso, mas a pizza ainda tem que aguardar um pouco.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Exposição Agropecuária ???


Caros amigos, seguidores e leitores. Hoje vou expor minha opinião a respeito de nossa Exposição Agropecuária e Industrial, que há muito necessita, no meu ponto de vista, ser reavaliada e rediscutida com a sociedade.

Para mim a festividade perdeu o foco. Deixou de ser um instrumento para fomentar a atividade agropecuária e industrial, como o próprio nome traduz, para ser um mero espaço para realização de shows e um meio de escoamento de recursos da nossa cidade.

Ainda não tenho os dados oficiais do evento, porém, arrisco-me a dizer que algo em torno de R$ 500.000,00 foram gastos para a realização da Expo 2014. Isso mesmo, cerca de meio milhão de reais. A pergunta que fica diante destes números é: será que compensa? Creio que não.

Esta discussão não é nova, ocorre desde os últimos anos do mandato anterior e todo ano volta à baila. O modelo atual foi lançado em 2001 e, à época, mostrou-se uma decisão ousada e controversa, que rendeu muita polêmica, no entanto firmou-se como o modelo padrão até hoje. Faltaram coragem e ousadia dos gestores que se sucederam para rediscuti-lo e repensá-lo, voltando os olhos para o objetivo principal do evento.

Num Município onde o orçamento anual gira na casa dos R$ 27 milhões, gastar meio milhão somente num evento é um despropósito. Gosto muito de comparar a exposição com um evento lançado nesta gestão, o Bicas Liquida. Comparemos o custo benefício dos dois eventos. No primeiro a Prefeitura investe uma fortuna, realiza uma festa de 9 dias e os recursos se vão para fora da cidade. Diria que dos 500 mil reais investidos pela Prefeitura, 90% se vão para os bolsos de empresários de fora da cidade. Isso sem contar que dos barraqueiros lá instalados, cerca de 40% são de “estrangeiros”, ou seja, muito do dinheiro trazido para a cidade pelos visitantes sai pela mesma porta que entrou. Em contrapartida, se analisarmos o Bicas Liquida, a Prefeitura gastou neste ano cerca de R$ 25.000,00. Todos os shows foram de artistas locais, os stands comercializados em parceria com a ACE (Associação Comercial) são para lojistas de Bicas e os barraqueiros também são da cidade, ou seja, todo o recurso investido pelo Município fica aqui e o que vem de fora também.

Lógico que, por enquanto, é difícil comparar os dois eventos em relação à visibilidade, porém, o Bicas Liquida tem crescido e tende a crescer ainda mais. Como disse, é difícil comparar, mas temos que rever a lógica da exposição para que ela se torne um evento que traga recursos para a cidade e não o contrário como vemos hoje.

Tenho a fórmula para esta mudança? Não, não tenho. Por isso acho que agora, já, é o momento da administração convocar os diversos entes que direta ou indiretamente participam do evento para repensar o modelo. ACE, Sindicato dos Produtores Rurais, representantes dos donos de bares e restaurantes, expositores e órgãos públicos. Discutir uma mudança responsável que garanta não só a realização do evento, mas também o retorno do investimento para a cidade.

Que tal se a Exposição ocorresse de quarta a domingo? Que tal se todos os shows fossem regionais e gratuitos, exceto um show de porte médio a ser realizado, por exemplo, na sexta-feira, também gratuito? Que tal se tivéssemos um parque de diversões de ponta, cobrando ingressos populares durante o dia ou até mesmo não cobrando até as 18 horas, para levarmos as famílias de volta à exposição? Que tal a manutenção do rodeio de quarta a sexta-feira cobrando entrada barata para ajudar a custear o mesmo? Que tal liberar os barraqueiros para comercializar quaisquer marcas de refrigerantes e cervejas, priorizando os comerciantes da cidade na ocupação dos espaços dentro do parque?

Estas são apenas algumas questões que acho que devem ser discutidas. O que não pode mais é ficar como está.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Eleições à vista.


Caros amigos, seguidores e leitores, terminada a Copa do Mundo, pelo menos para nós brasileiros, aponta no horizonte uma nova eleição que definirá os mandatários para os próximos 4 anos no Palácio do Planalto e na Cidade Administrativa.

O papel de todo brasileiro é analisar sem paixões o que é bom para o Brasil e para Minas Gerais, além de pensar no que é bom para si mesmo, afinal é legítimo defender seus próprios interesses.

Não vou entrar na discussão rasa da política sobre corrupção e outras mazelas. A corrupção existe, existiu e existirá sempre. Ela é inerente ao ser humano, onde houver seres humanos haverá corrupção. Não é um privilégio do Brasil, existe em todo lugar no mundo, basta olhar o ranking da Transparência Internacional.

O que precisa ser colocado e debatido é o que devemos e podemos esperar do futuro. Para isso, acho que um bom indicativo é ver o que já foi feito por cada um dos candidatos enquanto detentores de mandato. Tanto a eleição nacional quanto a estadual deverão ser decididas mais uma vez entre PT e PSDB. Para este embate nada melhor que fazermos uma comparação de ações governamentais dos dois partidos, até porque temos um no comando nacional e outro no comando do Estado há 12 anos.

E o parâmetro principal para melhor analisarmos as ações dos dois partidos no Brasil e em Minas Gerais é, logicamente, Bicas, nossa cidade.

De 2002 para cá, Bicas conheceu uma avalanche de programas e ações federais implantadas pelos governos do PT, senão vejamos: Bolsa Família, Programa de Atenção Integral à Família, Programa Agente Jovem, Projovem Adolescente, EJA, PROEJA-Fic, Pronatec, PROUNI (onde muitos jovens biquenses são beneficiários e estudam em Juiz de Fora), UAB (Universidade Aberta do Brasil), IFET (Instituto Federal Tecnológico), Farmácia Popular, Caminhos da Escola, SAMU (Serviço de Atendimento Médico de Urgência, CRAS (Centro de Referência em Assistência Social), CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social), PAC, entre outros. Isso sem contar ainda com a política de valorização do salário mínimo que mudou a pirâmide social brasileira e garantiu aos mais pobres uma elevação de sua qualidade de vida.

Em contrapartida, se vocês me pedirem para citar programas ou ações do Governo do Estado, neste mesmo período, que impactaram positivamente de alguma forma Bicas, ficarei sem saber responder. Quem se habilita?

As eleições estão aí e o debate é necessário.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Curtinhas: Creche e Posturas.


COMISSÃO DE REVISÃO DO CÓDIGO DE POSTURAS

Depois de sete reuniões, continua avançando a revisão do nosso Código de Posturas, cujo nome deve passar a ser Código de Convivência Democrática.

Alguns assuntos, no entanto, os mais polêmicos, aguardavam pelo deferimento da Mesa Diretora pela realização de pesquisa de opinião pública, solicitada pela Comissão. Alegando ser caro e ineficaz o Vereador Presidente Ailton Mendes (PSDB) negou o pedido. Depois de argumentações dos membros da comissão, o Presidente se dispôs a rever a posição, desde que o orçamento seja inferior ao apresentado junto ao pedido.

Para ajudar mais a embasar a comissão na discussão destes assuntos, enquetes estão sendo colocadas na rede social Facebook na página da Comissão Especial de Revisão do Código de Posturas. Acesse e opine.

 

COMISSÃO DE INQUÉRITO PODE TERMINAR EM PIZZA

Por causa de decisão do Presidente da Câmara Municipal, Vereador Ailton Mendes (PSDB), a Comissão de Inquérito instituída para investigar os prováveis erros na construção da Creche pode terminar sem um relatório conclusivo.

Ocorre que nos primeiros depoimentos tomados, várias contradições foram detectadas. Segundo o dono da empreiteira, tudo foi feito seguindo rigorosamente o projeto licitado. Porém, trabalhadores da obra disseram, entre outras coisas, que as ferragens utilizadas na fundação não eram compatíveis, que a massa utilizada não foi adequada e ainda, que quando questionado sobre o não cumprimento do estabelecido, o empreiteiro teria dito que “não tem problema, meus filhos não vão estudar aqui”.

Diante disso, a Comissão solicitou à Mesa Diretora a realização de perícia técnica para avaliar o cumprimento do projeto e determinar quais foram e quem cometera os erros que culminaram com o fechamento da creche. Para surpresa dos membros o pedido foi negado pelo Presidente, alegando mais uma vez que os gastos seriam muito altos.

Questionado sobre as Sessões Solenes de entrega da Comenda Biquense, realizada em agosto, e de outorga de Títulos, que ocorre em dezembro, o Presidente confirmou a realização de ambas. Detalhe: em 2013 foram gastos R$ 40.000,00 nestas sessões.

Sem a realização da perícia, será impossível chegar a um relatório definitivo sobre o desastre completo que foi a construção da Creche Municipal, que consumiu mais de um milhão e duzentos mil reais.

terça-feira, 3 de junho de 2014

De novo o trânsito.


Caros amigos, seguidores e leitores. É chegada a hora de avaliar as mudanças ocorridas no trânsito da “parte baixa” da cidade. Marcada para hoje, dia 3 de junho, uma audiência pública irá discutir a eficiência e a eficácia das mudanças.

Infelizmente não possuo muitos dados para ter uma opinião definitiva sobre o assunto. Não sei, por exemplo, o efeito provocado no comércio em geral. Sei de opiniões pontuais, como a do Vítor do Tabuleiro da Baiana que me disse que a mudança não fez nenhuma diferença em seu movimento. Ou a do Beto Telson que, segundo um amigo comum, teria dito que seu movimento teria melhorado muito.

Também não sei da opinião e ciclistas e motociclistas, nem de donos de empresas de ônibus ou de transportadoras, bem como da opinião de proprietários de caminhões e de moradores das áreas diretamente afetadas. Sei de opiniões do tipo: “Ah, eu não gostei porque agora tenho que ir lá embaixo para subir pra parte alta”. Este “lá embaixo” é no trailer do Carlinho e da Mara, que do jeito que falam parece que está num “fim de mundo”.

No geral, a maioria das pessoas que me procuraram desde a mudança foi para reclamar. Algumas reclamações procedentes, outras nem tanto. Por exemplo, reclamações sobre a dificuldade de se estacionar depois das mudanças. Na minha avaliação uma reclamação que não procede. Vou diariamente à Câmara Municipal nos mais diversos horários e nunca, repito, nunca tive dificuldades para estacionar na região do centro da cidade. O máximo que aconteceu, mais de uma vez, foi eu tentar achar uma vaga em frente à Prefeitura e não conseguir. Mas nunca, volto a frisar, deixei de encontrar uma vaga no pátio da rede.

O mais importante nisso tudo é discutir se o principal objetivo da mudança foi atingido ou não. E qual seria este objetivo? Desafogar o trânsito na Rua Coronel Souza, dificultado pela mão dupla e estacionamento em um dos sentidos.

Como disse anteriormente, minha opinião não é definitiva, mas creio que este objetivo inicial não foi atingido. A transformação da Rua Nilson Batista em mão única, sentido “parte alta”, desviando o fluxo de quem seguiria para São João pela Cel. Souza causou, ou manteve, certo embaraço nesta via devido ao aumento do tráfego no sentido centro – Retto Jr.

Hoje, nesta audiência pública, as pessoas que dela participarem deverão ser sensatas o suficiente para debater e encontrar nova solução para o problema. Não acho que voltar atrás pura e simplesmente seja a saída correta. Em minha opinião, que não é definitiva volto a repetir, deveria ser novamente liberada a mão dupla nas vias, porém, proibida a parada e o estacionamento na Rua Coronel Souza entre  a Rua Dona Ana e a Praça São José.

Esta solução sempre foi a mais fácil, porém, infelizmente, praticamente mata a ideia de revitalização e reurbanização da Rua Coronel Souza que, futuramente, poderia se tornar um calçadão, alargando as calçadas em dois metros de cada um dos lados.

De qualquer forma, caso esta decisão seja tomada, parabéns à administração por ter tido ousadia de tentar e coragem de enfrentar o chororô político feito em cima do assunto.

ÊTA CHORORÔ INTERMINÁVEL SÔ!

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Curtinhas



COMISSÃO DE REVISÃO DO CÓDIGO DE POSTURAS É INSTALADA.

Terminada a revisão do Regimento Interno, que está em fase final de tramitação, foi instalada comissão para realizar a revisão do nosso Código de posturas. Depois de participar ativamente da revisão da Lei Orgânica e do Regimento Interno, mais uma vez sou membro de uma comissão de revisão dos códigos municipais.

Na página da Comissão de Revisão no facebook você pode acompanhar o andamento dos trabalhos e opinar sobre as matérias em discussão. Se preferir você pode se manifestar ainda pelo e-mail revisaoposturas@gmail.com

1ª AUDIÊNCIA PÚBLICA DA COMISSÃO DE REVISÃO DO CÓDIGO DE POSTURAS DISCUTE OCUPAÇÃO DE ESPAÇOS PÚBLICOS

Foi realizada na última quarta-feira, dia 30 de abril, Audiência pública para discutir sobre a ocupação de espaços públicos, passeios e praças. Na oportunidade a Câmara Municipal, através de seus vereadores, apresentou uma proposta inicial visando regulamentar a utilização destes espaços e nortear as discussões sobre o tema. Eis a proposta:

PROPOSTA

Liberar utilização de passeios e praças:

- de segunda a sexta-feira, após as 19 horas, desde que seja respeitada a distância de um metro para livre trânsito de pedestres, entre o meio fio e as mercadorias ou utensílios utilizados;

- sábado a partir das 16 horas; exceto no entorno da Praça São José que estaria liberado nos mesmos termos a partir das 20 horas.

- domingo a partir das 12 horas, exceto no entorno da Praça São José que estaria liberado nos mesmos termos a partir das 20:30 horas.

- Durante o período de Carnaval e nas festas de Reveillon, excepcionalmente, a Prefeitura poderá liberar a utilização conforme sua conveniência através de alvarás determinando com clareza a forma de utilização e cobrando as devidas taxas a serem instituídas via Decreto Municipal.

Convocando a audiência, foram entregues em todo o comércio e às autoridades locais cerca de 200 ofícios circulares, comunicando dia, hora e assunto a ser tratado, além de cerca de 1.000 convites encaminhados através da rede social facebook e ainda carro de propaganda volante comunicando a todos os possíveis interessados. Compareceram cerca de 40 pessoas.

A Comissão agora discutirá as sugestões de modificações apresentadas e apresentará texto para dar iniciativa ao processo legislativo.

INSTALADA COMISSÃO ESPECIAL DE INQUÉRITO PARA INVESTIGAR CONSTRUÇÃO DA CRECHE MUNICIPAL

Após apresentação e aprovação por unanimidade do Requerimento nº 35/2014 de minha autoria, foi instalada uma Comissão Especial de Inquérito para investigar possíveis irregularidades cometidas na construção da Creche Municipal.

Muita especulação envolve a construção da creche, sendo fato que a obra foi mal executada e menos de um ano após sua conclusão apresenta diversos problemas em sua estrutura. Cerca de 1 milhão de cem mil reais foram investidos pelo Governo Federal na obra, que acabou sendo judicialmente interditada em meados de abril.

Segundo informações do atual engenheiro da Prefeitura, os problemas da obra vão muito além das imperfeições visíveis a olho nu, tais como portas e janelas que não fecham, revestimentos soltando e pisos rachando. É possível que exista um problema muito mais sério de estrutura em suas fundações e é isso que a Comissão almeja saber. Primeiro apurar se realmente houve falhas e quais foram elas, depois encontrar os responsáveis.

ANTEPROJETOS DE LEIS INTERESSANTES “AGARRAM” NO EXECUTIVO

Diversos Anteprojetos de Leis de minha autoria estão “agarrados” no Poder Executivo, alguns deles desde o mandato passado. Venho cobrando uma análise rápida e posterior envio à Câmara para que as propostas possam tramitar normalmente, porém, a lentidão nesta análise causa indignação. A maioria destes projetos não tem mais que 10 artigos e mesmo assim sua análise é demasiadamente demorada. São eles:

APL nº 01/2011 - Com intuito de instituir incentivos fiscais para instalação de energia solar e sistema de captação e reservação de águas pluviais, foi ignorado pela Administração anterior e reenviado na atual legislatura (APL nº 03/2013).

APL nº 04/2013 - Aprovado em 2011, foi derrubado na justiça. Reapresentado em 2013, aguarda apreciação do Poder Executivo. Visa dar acesso às filas de espera por serviços públicos.

APL nº 05/2013 - Apresentado em 2009 como projeto de lei, foi descartado pela Comissão de Finanças que julgou um programa de difícil implantação. Trata sobre controle de zoonoses e bem estar animal, cria regras para posse e taxa para financiar o serviço. Foi reapresentado em 2013.

APL nº 01/2014 - Propõe incentivo a quem mantiver os impostos e taxas municipais em dia, concedendo meia entrada nos eventos públicos com entrada paga a todos os cidadãos adimplentes com o Município.

APL nº 02/2014 - Propõe incentivos para transferência e novos emplacamentos de veículos no Município, criando fonte de financiamento para instituições filantrópicas e de assistência social.

sexta-feira, 21 de março de 2014

A mudança no trânsito.


Caros amigos, seguidores e leitores. Hoje vou falar sobre as mudanças que serão promovidas no trânsito da cidade, logicamente sob a minha ótica, e comentar algumas reações e palavras de pessoas acerca do assunto em redes sociais.

Inicialmente precisamos desmentir alguns que falam que a população não é ou não foi ouvida. Desde que se falou deste assunto a Prefeitura realizou duas audiências públicas, ainda em 2013, para discuti-lo. Na primeira foi apresentada a ideia da administração municipal para a mudança e alguns poucos presentes discordaram da proposta.

Mesmo tendo sido a minoria a discordar, o Prefeito Magela acordou que qualquer alteração poderia ser proposta, desde que acompanhada de pelo menos 200 assinaturas, afinal, se todo mundo individualmente resolvesse apresentar a sua ideia seria um tanto quanto difícil chegar a uma conclusão.

Na segunda audiência foram apresentadas duas propostas alternativas, porém, sem as assinaturas solicitadas para encaminhá-las. Diante disso, decidiu-se pela manutenção da proposta inicial.

Depois disso houve outras manifestações individualizadas sobre o assunto e, em todas as oportunidades, pelo menos nas que presenciei, o Prefeito manteve o que disse, ou seja, traga-me um manifesto com pelo menos 200 assinaturas e estudaremos o caso. Nada apareceu.

Outra questão que precisa ficar clara é que nada será definitivo. A ideia é que se promovam as mudanças de forma experimental por 30 ou 60 dias e, caso elas não sejam satisfatórias ou necessitem de adequações, as alterações serão feitas. O problema é que a maioria das pessoas que critica não estava nas audiências, convocadas através de carros de som, rádios e convites.

Sobre a contratação de profissional como engenheiro de trânsito, sou até favorável, porém, a relação custo benefício é ruim. Em 2010 trouxe a Bicas o Sr. Carlos Meurer, titular da pasta de mobilidade urbana de Juiz de Fora, e o Professor José Castañon (UFJF), especialista em tráfego. Eles rodaram a cidade e apresentaram um orçamento R$ 45.000,00 para propor as intervenções. Optou-se na época por não encomendar o projeto. Primeiro porque não tínhamos nenhuma garantia que ele agradaria e segundo, que em Juiz de Fora e qualquer outra cidade, cansamos de ver mudanças equivocadas no trânsito, ou seja, o gasto não garantiria o resultado. O mais interessante neste tópico, é que as pessoas que criticam a atitude da administração e defendem a contratação de profissionais de trânsito, têm suas opiniões definitivas sobre o assunto. Dizem com toda segurança, quase que como um Engenheiro de Tráfego, que as mudanças serão “um desastre”.

Tenho minhas opiniões pessoais sobre o tema, porém, não vou ficar pontuando minhas discordâncias para depois ficar dizendo “mas eu te disse”. Participei das duas audiências públicas e de todas as reuniões em que fui convidado a opinar e discutir o assunto. Afirmo com toda segurança que todos, sem exceção, tiveram a oportunidade de colocar seus pontos de vista. Quem não o fez foi porque não quis ou não se interessou.

Portanto, apoio incondicionalmente a iniciativa, parabenizando o Governo Municipal pela coragem e a ousadia. Toda mudança trás transtornos e incômodos, mas primeiro temos que enfrenta-la e, acima de tudo, apoia-la. Afinal, ninguém está tomando esta atitude no intuito de prejudicar alguém deliberadamente, mas, infelizmente, alguns sairão prejudicados. O mais importante é analisar o possível resultado para o bem coletivo e não se eu vou ter que andar um pouco mais a pé, ou até mesmo de carro, para chegar onde desejo.

 

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Como agir?



Caros amigos, seguidores e leitores. Venho me fazendo esta pergunta e não consigo chegar numa conclusão.

Refiro-me à repercussão do grupo criado por mim no facebook “Olho no trânsito”, dadas algumas discussões infindáveis na rede social, fico com uma tremenda dúvida sobre a forma de encarar o espaço. A “revolta” incontida de algumas pessoas com o grupo e comigo em particular, além das opiniões de alguns amigos sobre esta questão me deixam pensativo.

Ao criar o grupo escrevi um texto inicial, dizendo que a intenção seria a de demonstrar o descaso de alguns motoristas com as leis de trânsito e, sabendo das dificuldades da Polícia Militar em fazer cumprir estas leis, tentar de alguma forma conscientizar estes “mautoristas” sobre educação e respeito às leis de trânsito.

Muitas das discussões ali travadas foram sadias e esclarecedoras, outras nem tanto. Pessoas pilhadas em flagrante desrespeito às leis se sentiram “ofendidas” e reagiram com certa fúria. Até a Polícia Militar andou atuando com mais vigor e alguns PM’s chegaram a me culpar pela ação fiscalizadora mais dura.

Quero deixar claro para todos que a intenção é a melhor possível. Criei o espaço para que pudéssemos dar uns puxões de orelhas, uns nos outros. Esperava que as pessoas reagissem com serenidade. Eu mesmo, que não sou santo, procuro andar dentro do que determina a lei. Mas, caso fosse flagrado cometendo um deslize e tivesse uma foto de meu veículo postada no grupo, já sabia de antemão como reagiria. Iria pedir desculpas pelo erro e prometer que tentaria não mais repeti-lo.

Recentemente alguns amigos me fizeram a recomendação de abandonar o grupo, de deixar de discutir as questões lá colocadas. Alguns até mesmo me fazendo a pergunta: “O que é que você ganha com isso?” E esta pergunta que me trouxe a esta reflexão.

Vejo outros vereadores da cidade se esquivando de qualquer tipo de discussão polêmica. Não agindo, não cobrando, não interagindo e nem mesmo se manifestando sobre alguns temas. Aí me faço outras perguntas: “Será esta a postura correta? Será isso que esperam as pessoas que confiaram em mim seus votos?”

Não que a questão do trânsito seja fundamental para um mandato. Não, não é. Mas é uma questão que aflige as pessoas e que demonstra o grau de pouca preocupação com o próximo. Pessoas fazem e agem da forma que querem no trânsito, sem se preocupar se estão atrapalhando os outros ou até mesmo colocando a vida de alguém em risco.

Sei que muitos apoiaram a ideia, mas sei também que muitos se sentiram “ofendidos” de alguma forma, bem como outros se sentiram pressionados ou acuados. Volto a falar, não era esta a intenção. A intenção era a de demonstrar que seu direito termina onde começa o do outro. Temos que respeitar o direito de ir e vir de todos.

Não podemos nos omitir quando um cidadão para seu veículo em cima da calçada obrigando pessoas, crianças, idosos, mães com carrinhos de bebês, a passarem pelo meio da rua. Não podemos nos calar quando alguém estaciona o seu veículo num ponto de ônibus, obrigando o mesmo a parar para embarque e desembarque de passageiros no meio da rua. Não podemos achar normal uma pessoa parar seu carro no meio da rua para bater papo, enquanto outros aguardam sua boa vontade de tirar o veículo do meio do caminho.

Acho que este trabalho de conscientização deveria ser feito por todos. Mas, ao contrário, os poucos que se dispõem a fazê-lo ainda são tachados de errados, de vagabundos, de desocupados, de implicantes, etc, etc, etc...

Estamos numa sociedade onde reza a lei do silêncio. Muitos são inconformados com muitas coisas, mas os poucos que se manifestam são destratados como se eles estivessem errados. Em nome de uma convivência de falsa moralidade, a maioria se cala diante da ignorância.