sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Passada a tempestade...


Caros amigos, seguidores, leitores e companheiros. Com o título sugestivo acima, muitos devem ter imaginado que eu faria aqui um “discurso” conciliador e demagógico. Ou talvez, depois destas primeiras palavras, que seria uma ode à vitória, mais uma do PT em todos os sentidos.

Não, nada disso. Hoje quero fazer algumas ponderações a respeito de opiniões que pessoas respeitadas têm dado nas redes sociais. Que fique claro que estou tratando aqui de pessoas respeitadas e não de qualquer um que fica replicando mentiras.

Vi nesta campanha e principalmente no pós-campanha, uma tentativa de disseminação do ódio e da intolerância por parte de pessoas que, pelo menos até ontem, julgava serem pessoas suficientemente inteligentes para debater política com sabedoria e discernimento.

A proliferação de ataques ao PT e o preconceito nojento aflorado contra os nordestinos me deixou atônito. Por isso demorei tanto a escrever. Confesso que até hoje não sei como abordar o tema. Isso sem contar a bestial manifestação de alguns em favor da ditadura militar. Sobre isso é fácil dizer algo. Basta repetir a frase cunhada por Evelyn Hall e erradamente atribuída a Voltaire: “Eu discordo do que você diz, mas vou defender até a morte seu direito de continuar dizendo”.

Alguns tentam atribuir a todo custo o monopólio da corrupção ao PT. Usaram isso para tentar alavancar a candidatura tucana. O próprio Aécio Neves disse em discurso: “Quer acabar com a corrupção, basta tirar o PT do poder.” Ora, por favor, quem está tratando quem como otário nesta história? Sites oficiais, como o do TSE, por exemplo, mostram em seu ranking de corrupção que o PT está longe, mas bem longe, de ser o pai da corrupção. Aliás, este ranking mostra onde estão pessoas corruptas, isso porque não acredito em instituições corruptas. Quem é corrupto é o ser humano não a instituição.

Mas é triste, muito triste mesmo, nos deparar com pessoas, algumas até amigas, generalizando estes desvios e, às vezes sem a intenção, tratando pessoas da mais alta correção com adjetivos pejorativos e sem sentido.

Num embate no Facebook uma pessoa compartilhou um post dizendo: “Quem vota no PT, ou é burro ou é ladrão!”. Ora, não estou aqui falando por mim, estou aqui para defender pessoas como a Tânia Oliveira (Júnior’s Fritas), o Luiz Croce (o Luiz do Tão), a Marina Lobo, o Wanderson Damião, a Waléria Fiaz, a Maria Odete, o Jocinei, o Neném, a Grazielle Vicini, o Amarildo Ananias, o Leandro, a Juliana, o Tiago, o Anderson Sazoca, a Letícia Marques, o Daniel, o Patinho, o Miúdo, entre outros 50 milhões de brasileiros que votaram na Dilma e sequer são filiados ao PT. Defendo ainda, logicamente, os filiados Léa, Anaisa, Cléber, Tomate, Dú, Ana Angélica, Carlinha, Renan, Alyssa, Gilda, Elaine Rosa, Liliane Alhadas, Leandro Cardillo, Dudu, João Victor, Altair, Igor, Dim, Jeremias, Alfredo, entre muitos outros. Quem tem algo que desabone estas pessoas? Ah, então o fato delas julgarem que o Governo do PT é melhor para o país do que o Governo do PSDB faz delas burras ou ladras? É isso?

Espero que tudo isso sirva para apenas uma coisa. Para que as pessoas amadureçam politicamente, deixem de olhar somente para seus próprios umbigos e tentem entender os motivos reais que levaram a Presidente Dilma a mais um mandato e o PT a ficar 16 anos governando este país.

Acima de tudo respeitem e valorizem a democracia. Para os que defendem a ditadura fica um recado. Uma palavra ruim sobre um governo militar, como hoje vocês postam livremente nas redes, e seu destino seria o pau-de-arara ou a vala. Pense nisso.